Domingo, 08 de dezembro de 2019 Edição nº 15359 30/11/2019  










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Jorge Jesus dá brechas a vários futuros em entrevista coletiva

Declarações do técnico português após jogo contra o Ceará são significativas

MÁRVIO DOS ANJOS
Da Agência Globo – Rio

Jorge Jesus nitidamente não gostou de uma das perguntas que ouviu na longa entrevista coletiva após a festa do título, na noite de quarta-feira.

Indagado sobre como evitar a decepção de não chegar à final do Mundial, no melhor estilo Mazembe, disse ao repórter que “não pode haver decepção" pois são os melhores do mundo. Um choque cultural difícil para os brasileiros, que normalmente entram no Mundial já pensando na final.

Falou ainda que entre o Flamengo e o Al Hilal, seu ex-clube e possível adversário da semi, não há qualquer diferença, a não ser o tamanho da torcida. Disse ainda que quer bater os recordes que faltam para ser lembrado com o time “quando estiver lá no céu".

O português entendeu que, em cinco meses, não apenas se valorizou no futebol mundial como se tornou um unicórnio na vida do Flamengo. Sabe que fez história aqui e que as pessoas querem repetir tal história. Como é inteligente, o técnico não se perde e é respeitoso com o clube, mas nunca deixa de demarcar que pertence a outros ares, outros contextos não necessariamente fincados no Rio de Janeiro. Mais do que isso: gerencia as expectativas, sem jamais ceder aos argumentos emocionais que a Nação espera.

O recado é claro: há um contrato até meados de 2020 e há uma cláusula de saída sem multa – cujo prazo, segundo o jornalista Mauro Cezar Pereira, do UOL, expira durante o Mundial, antes da final.

Uma repórter portuguesa lhe fez uma pergunta num tom direto, sem nenhuma curva: depois de mencionar rumores de propostas do Everton e da China, quando Jesus pretende decidir se fica ou se sai, “para que não se fique perguntando dia após dia sobre isso?”

Muitas vezes vemos os repórteres jogando “boias” aos entrevistados, quando fazem duas ou três de uma vez: o entrevistado escolhe aquela que o salva e ignora as que o afogariam. Diante dessa flecha, Jesus revelou até onde podia falar, manejando as expectativas. Como não pode nem quer dizer que vai ficar, foi obrigado à evasiva: estava focado no Flamengo, e pensará no seu futuro no Qatar.

Não dá para cravar o futuro, mas se deduz o que Jesus espera que ocorra nos próximos dias. É jogador e contou as cartas da mesa: algumas, já sabe que o Flamengo pode mostrar; outras, espera que lhe venham à mão. Jorge Jesus é agenciado por Pini Zahavi, agente ligado a Neymar e com ótimo trânsito na Inglaterra. Como o próprio Jesus disse em Lima, trata-se do empresário que o luso desobedeceu ao decidir vir ao Brasil. Não é impossível que fique, mas não é por amor nem com pressa. O Flamengo da gestão empresarial já está ciente disso.



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