Domingo, 15 de dezembro de 2019 Edição nº 15359 30/11/2019  










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Carcereiros — O filme aposta na ação e descola da série de TV

Dois anos após estrear no Globoplay, produção estrelada por Rodrigo Lombardi chega aos cinemas com trama original

Da Agência Globo – Rio

Disparada na reta final de “Carcereiros — O filme”, uma frase de Rodrigo Lombardi resume bem a essência de Adriano, agente penitenciário conhecido do grande público após duas temporadas da série da TV Globo, e que agora ganha as telas de cinema: “Nós temos que garantir que o preso continue preso, não morto.”

No longa-metragem que estreou esta semana nos cinemas, Lombardi volta à pele do homem que, segundo o próprio ator, nada tem de herói.

“Há profissão mais nobre do que a de um carcereiro? Mesmo diante de um sistema cruel e degradante, ele tem o compromisso ético de manter aquelas pessoas vivas”, pondera Fernando Bonassi, um dos responsáveis pelo roteiro, tanto da série quanto do longa-metragem, ao lado de Marçal Aquino, Dennison Ramalho e Marcelo Starobinas.

Assim como a série televisiva, cujas temporadas estão disponíveis no Globoplay, o filme é dirigido por José Eduardo Belmonte (“Subterrâneos”, “Alemão”). A trama é original, sem reciclagem do material já exibido na TV. E também parte do livro homônimo de Drauzio Varella, como Bonassi fez com “Carandiru”, que inspirou o filme de mesmo nome dirigido por Hector Babenco, em 2003.

“Lembro de estar ensinando os presos a ler, quando certo dia observei canos furados que despejavam fezes sobre as cabeças deles. Ninguém ali vai sair e praticar o bem, pode ter certeza”, diz o roteirista.

A ação intensa de “Carcereiros — O filme”, executada em um tiro curto de 97 minutos, leva às celas novos personagens. Em uma única noite, o presídio que é palco do longa vira boca de cena para uma trama internacional, com a chegada de um terrorista islâmico, vivido por Kaysar Dadour. É a partir daí que uma reviravolta acontece na trama, com a invasão do presídio por um grupo paramilitar. O elenco traz, ainda, Tony Tornado, Dan Stulbach, Rainer Cadete, e Rômulo Braga, além de Milton Gonçalves.

“Quando vemos um filme de ação americano, tudo parece muito encenado. Quisemos construir uma “ação macunaímica”, os caras não sabem carregar uma arma, fazem piada na hora errada, se enrolam quando precisam falar inglês”, pontua Belmonte.

Sobre a migração de séries para o cinema e vice-versa, o diretor acha que se trata de uma tendência sem volta.

“É importante que as fronteiras sejam borradas. Após duas temporadas da série, as conversas no set de filmagem foram rápidas, com muito mais entrosamento e uma estética definida”, comenta Belmonte, ressaltando os 17 dias em que o filme foi rodado.

A ideia inicial era fazer um filme após cada temporada na TV, Do ponto de vista financeiro, porém, a proposta se mostrou inviável, revela Bonassi, para quem o maior êxito do filme é ter uma trama autônoma da série.

“Quisemos falar com o público de ação, que gosta de “Homem-Aranha”, mas entregando um produto genuinamente nacional. Um filme de gênero que apresenta a realidade dos brasileiros e para os brasileiros”, argumenta.



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