Domingo, 15 de dezembro de 2019 Edição nº 15360 03/12/2019  










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Prefeito denuncia uso da Defaz para prejudicá-lo politicamente

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

A “rixa” entre o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e o governador Mauro Mendes (DEM) teve novos desdobramentos. Nesta segunda-feira, dia 02, o emedebista protocolou um documento na presidência da Assembleia Legislativa denunciando possível uso ilegal da máquina do Estado para prejudicá-lo politicamente.

O fato tem relação com um boletim de ocorrência feito pela servidora da Saúde municipal Elizabete Maria de Almeida, junto à Delegacia Fazendária (DEFAZ).

Na última quarta-feira (27), a servidora Elisabete Maria de Almeida, do Hospital São Benedito, esteve na Defaz e registrou um boletim de ocorrência acusando o prefeito Emanuel Pinheiro de ter oferecido a vereadores R$ 50 mil para que cassassem o mandato do vereador Abílio Júnior, que responde a processo na Câmara de Ética por quebra de decoro parlamentar. O dinheiro teria sido oferecido na noite do dia 21 de novembro durante jantar na casa do vereador Juca do Guaraná filho.

A servidora contou que esteve na residência de Juca do Guaraná participando do jantar a convite de sua chefe no hospital. Ela disse que a reunião se tratava “para tirar o vereador Abílio”, e que o prefeito ofereceu além do dinheiro mais 20 cargos comissionados.

No depoimento, ela disse que “Emanuel tirou o dinheiro do envelope e entregou para os vereadores que ali estavam”. No pedido feito a Botelho e Janaína, Pinheiro solicita a investigação sobre o caso e que as testemunhas sejam convocadas para o esclarecimento dos fatos.

O prefeito de Cuiabá reforça que recebeu a denúncia de "pessoas idôneas e que, indignadas com a situação, resolveram denunciar a ação que seria, no mínimo, imoral e ilegal, lembrando o caso da Grampolândia Pantaneira". Na denúncia feita nesta segunda-feira na Assembleia, Emanuel disse que recebeu a informação de que no dia do depoimento que o delegado disse a Elisabete que os elementos da acusação eram frágeis e que não havia indícios suficientes para abrir a investigação.

Entretanto, segundo a denúncia, o diretor geral da Policia Judiciária Civil, Mário Demerval Aravechia de Resende, teria determinado a abertura da investigação e que seria um "pedido pessoal" do governador Mauro Mendes. A suposta pressão teria provocado uma crise interna na Defaz.

No documento de duas páginas, entregue aos deputados, Emanuel pede investigação rígida sobre a denúncia, e se coloca à disposição para prestar depoimento, se for o caso.





Ele relata, ainda, que não se pode deixar que "uma nova Grampolândia" aconteça em Mato Grosso, com o uso do aparelho estatal para perseguição de adversários políticos.

A assessoria da deputada Janaína Riva, vice-presidente da ALMT, confirmou o recebimento da denúncia feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro e que a mesma será apresentada para os demais deputados na reunião do Colégio de Lideres, marcada para a tarde desta terça-feira (03).

DELEGADOS - O delegado Lindomar Tofoli foi transferido da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz). Segundo ele, a decisão foi tomada na semana passada pela diretoria da Polícia Civil.

Tofoli foi citado pelo prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, nesta segunda-feira (02), como um dos dois delegados que teriam recebido a incumbência de "incriminá-lo", com base em um boletim de ocorrência feito pela servidora da Saúde municipal Elizabete Maria de Almeida, junto à Delegacia Fazendária.

Segundo relatou o prefeito, o outro delegado seria Anderson Veiga.

Questionado sobre o assunto, Tofoli apenas afirmou que para incriminar é necessário ter provas, mas que não estava responsável pelo caso.



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