Domingo, 08 de dezembro de 2019 Edição nº 15360 03/12/2019  










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Flamengo se arma contra assédio europeu a Jesus, Gabigol e Bruno Henrique

Negociação com o camisa 9 emperra por questões financeiras; clube aguarda técnico sinalizar desejo de ficar para apresentar proposta

DIOGO DANTAS
Da Agência Globo - Rio

A diretoria do Flamengo se arma para uma série de investidas após os títulos da Libertadores e do Brasileiro. E espera assédio inclusive da Europa ao técnico Jorge Jesus e aos atacante Gabigol e Bruno Henrique, por enquanto.

A estratégia para a manutenção de personagens valiosos na campanha de 2019 é distinta, mas em todos os casos será necessário abrir os cofres com vontade.

O mais emblemático é o do treinador português, que embora tenha contrato até o meio de 2020, segue sem sinalizar que gostaria de permanecer por mais tempo.

O prazo faz o clube aguardar a movimentação de Jesus no sentido da renovação. O que, segundo pessoas próximas ao treinador, tem boas chances de não acontecer em caso de proposta de equipes que disputam grandes ligas na Europa.

Até agora Jesus enfileirou declarações à imprensa portuguesa valorizando o trabalho feito no Flamengo, e citou como isso pode abrir as portas do mercado europeu, que ele alega ter preterido antes de vir ao Brasil. Embora reforce a grandeza do Flamengo, não fala em planos para a temporada.

Ao jornal Record, de Portugal, a declaração que mais chamou a atenção foi sobre o “efeito trampolim” do clube de mais de 40 milhões de torcedores.

"Eu sempre soube que tinha essa capacidade, mas era preciso justificar isso com títulos. E o Flamengo abriu-me as portas a um grande europeu, e se eu tivesse continuado na Arábia Saudita ou no Sporting, não teria isso. Portanto, vamos ver o que acontecerá, pois podem abrir-se muitas portas", afirmou o Mister.

No clube, as declarações são vistas com frieza e sem caráter definitivo. Não houve reuniões formais com o empresário ou o advogado de Jorge Jesus, e a previsão é que tudo seja conversado após o Mundial de Clubes, onde está o foco total neste momento.

Gabigol - O tema que movimenta mais os dirigentes do Flamengo até o fim do ano é Gabigol. O atacante terá seu empréstimo encerrado dia 31 de dezembro e se apresentará à Inter de Milão em janeiro caso não aceite a última proposta salarial rubro-negra.

Os representantes do jogador fizeram uma contraproposta financeira, o Flamengo ajustou, mas avisou que não vai além. O diálogo emperrou aí. Mesmo com o preço de compra de 80% dos direitos econômicos na casa dos 20 milhões de euros acertado.

Desta vez, o Flamengo se antecipou, sabendo que a valorização na Libertadores era provável. Herói do título, o jovem de 23 anos foi atrás de ofertas da Europa para analisar. E deve conseguir vencimentos bem superiores.

Caso opte por eles, o Flamengo terá recursos para investir em um jogador do mesmo calibre. O valor vai além, por exemplo, do que seria pago por Balotelli. No entanto, terá que pagar altos salários do mesmo jeito.

A reposição considerada ainda mais difícil, em tese, é de Bruno Henrique. Com valor de mercado na casa dos 30 milhões de euros, o jogador de 28 anos também vai entrar na fila da valorização. O Flamengo aguarda que os representantes do atacante apresentem propostas que já dizem ter nas mãos para poder negociar um aumento salarial.

No caso de jogadores com contrato longo, como Bruno Henrique, Arrascaeta e Gerson, a diretoria rubro-negra vai utilizar a multa rescisória para se defender a todo custo. O vice de futebol Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel serão os responsáveis por fazer o jogo duro e defender os interesses do Flamengo em manter e qualificar o elenco para 2020.

Talvez até defender do próprio Jorge Jesus, que ao mesmo Record declarou que adoraria ter o trio de ataque caso saísse.

"Teria de ser o Gabigol e o Bruno [Henrique], como é óbvio. E depois tenho um jogador que pensa muito à frente dos outros e que me faz lembrar o Nico Gaitán, que é o Arrascaeta. Portanto, o Flamengo tem jogadores com uma dimensão acima do que é norma", afirmou Jesus, citando ainda que o Mundial de Clubes que vem pela frente não influenciará sua decisão sobre a permanência no Flamengo.

"Não tem nada a ver uma coisa com a outra", concluiu.



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