Domingo, 08 de dezembro de 2019 Edição nº 15360 03/12/2019  










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Bolsonaro diz que usará canal aberto com Trump para falar de tarifas

Presidente norte-americano anunciou retomada de taxa sobre aço

PEDRO PEDUZZI
Da Agência Brasil - Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (2) que fará uso do “canal aberto” que tem com o presidente norte-americano, Donald Trump, para conversar sobre a decisão de retomar as tarifas cobradas para importação de aço e alumínio brasileiros.

A retomada das tarifas foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA) em sua conta no Twitter. Segundo ele, “Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. o que não é bom para os agricultores norte-americanos. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países”, disse Trump na rede social.

“As reservas também devem agir para que os países, dos quais existem muitos, não aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportar seus produtos de maneira justa”, acrescentou.

Bolsonaro afirmou que o assunto será tratado com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Vou conversar com o [Paulo] Guedes agora, e se for o caso, ligo para o Trump, porque tenho canal aberto com ele”, disse o presidente durante o Nação Caixa – Banco de Inclusão, evento onde foram apresentadas as ações já realizadas pelo banco em benefício das pessoas com deficiência, incluindo clientes e empregados.

TRUMP - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil e a Argentina de desvalorizarem em demasia suas moedas e anunciou, via Twitter, a retomada de tarifas ao aço e ao alumínio dos dois países sul-americanos.

De acordo com o presidente americano, a medida tem efeito imediato. A medida é mais um revés na relação com os EUA, que mantiveram veto à carne bovina brasileira e não apoiaram a entrada do Brasil na OCDE, após terem se manifestado publicamente a favor do ingresso do país na organização.

“O Brasil e a Argentina têm liderado uma desvalorização maciça de suas moedas, o que não é bom para os nossos agricultores. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países”, escreveu Trump na manhã desta segunda-feira.

Em março de 2018, Trump anunciou que seriam sobretaxadas as importações de aço em 25% e de alumínio, em 10%. Em maio, os governos de Brasil e EUA acertaram que, para evitar essa sobretaxa, os EUA adotariam uma cota de importação do produto.

SIDERÚRGICAS - Essa cota seria uma média sobre os últimos três anos de importações americanas. A medida era uma das várias ações de Trump para atingir, sobretudo, a China, que protagoniza uma guerra comercial com os EUA. No caso brasileiro, haveria uma redução de 12% sobre o valor vendido aos EUA em 2017.

Em agosto do ano passado, o governo americano chegou a flexibilizar a cota, pois faltava aço no país. Mas o acordo continua em vigor. Por isso, o anúncio de Trump surpreendeu o setor no Brasil: “O Brasil não é a China. Aqui, o câmbio é livre, não há manipulação de moeda”, afirmou Marco Polo Mello, presidente do Instituto Aço Brasil.

O Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço aos EUA.

Na manhã desta segunda-feira, Trump ainda usou a rede social para criticar novamente o Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

“O Fed também deve deve agir para que os países, dos quais existem muitos, não se aproveitem mais do nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa. Taxas mais baixas e afrouxamento - Fed!”, acrescentou.



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