Sexta feira, 17 de janeiro de 2020 Edição nº 15386 14/01/2020  










INVESTIMENTOSAnterior | Índice | Próxima

Cresce busca por ouro, visto como porto seguro para o investimento

GABRIEL MARTINS
Especial para o DIÁRIO

Em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, além da guerra comercial ainda não resolvida entre americanos e chineses, os investidores que buscam preservar o patrimônio acabam se voltando para o ouro.

Segundo dados da corretora Ourominas, a busca pela commodity cresceu cerca de 40% nos últimos cinco anos no Brasil. O ouro sempre foi visto como um porto seguro em tempos de turbulência, mas analistas alertam: ele não deve ser o único investimento na carteira.

“O ouro é bastante procurado como um investimento de proteção porque preserva o valor do capital, embora a rentabilidade possa ser reduzida ou ficar neutra em momentos de calmaria nos mercados”, explica Mauriciano Cavalcante, diretor de Câmbio da Ourominas. “A busca pelo metal aumenta tanto no cenário internacional quanto no doméstico”, disse.

Para investir em ouro, vale tanto a velha compra de joias ou gramas do metal quanto a aplicação por meio de fundos.

BTG Pactual, Órama, Ourominas e Vítreo são exemplos de gestoras que oferecem fundos lastreados no metal, cujo investimento mínimo varia entre R$ 500 e R$ 1 mil.

Analistas ressaltam ainda que, ao montar sua carteira, o investidor precisa ter em mente a volatilidade da cotação da commodity.

“O ouro também é um ativo muito volátil, porque são muitas variáveis, políticas e econômicas, que interagem para formar o preço do metal. É difícil para o mercado precificar ou projetar quanto ele pode subir em um determinado período”, explica Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama.

Assim, a recomendação é diversificar a carteira, separando uma parte dela para investimento em ouro.

“Por ser um ativo que garante segurança, é aconselhável que o investidor tenha cerca de 20% da sua carteira em ouro. Essa parcela contribui para proteger parte do patrimônio em momentos de choque”, afirma Cavalcante.

Nos dez primeiros dias deste mês, em meio às crescentes tensões causadas pelo assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, a cotação do metal subiu 2,97%: passou de US$ 1.517,29 a onça-troy (31,1g) para US$ 1.562,34.

Em 2019, a valorização acumulada foi de 18,7%. Além das tensões geopolíticas, outro fator que eleva a busca pelo ouro é o fato de as taxas básicas de juros no mundo todo estarem em patamares muito baixos, ou até mesmo negativas, dizem analistas.

“Em períodos de conflitos, certamente a procura aumenta, porém, com uma série de economias com juro nas mínimas históricas, a procura tende a crescer”, indica Sandra.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




17:40 Wilson Santos próximo da base de Mauro Mendes
17:40 MP investiga suspeita de fraude de pagamento em R$ 3,5 milhões em Cuiabá
17:39 Semana de Cano no Vasco tem busca por casa, dificuldade com português e boa impressão
17:39 Palmeiras mandará clássico contra o São Paulo em Araraquara
17:39 Carlos Sainz mantém vantagem e é tricampeão do Rali Dakar


17:38 Pedro desembarca no Rio para assinar com o Flamengo
17:38 Jobson, do Santos, alfineta Sampaoli e elogia Jesualdo por trato pessoal
17:38 Dos times cariocas, Fluminense buscou mais caras novas com status de titular
17:11 PF prevê novos indiciamentos pela tragédia de Brumadinho só após junho
17:11 Dia 25 de janeiro desmoronamento de barragem da Vale completa 1 ano
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018