Sexta feira, 17 de janeiro de 2020 Edição nº 15387 15/01/2020  










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Ex-presidiário que acabara de sair da prisão é executado no Carumbé

TÉO GOMES
Da Reportagem

Um grupo de ao menos cinco homens usando toucas ninjas e armados, invadiu uma casa no bairro Carumbé, em Cuiabá e executou com muitos tiros o ex-presidiário Antônio Bernardo dos Santos, de 55 anos. A Polícia não fala e evita falar na em ação de um suposto "grupo de extermínio", que pode estar matando bandidos. Dois foram assassinados nas últimas 72 horas na Capital.

O crime, segundo a Polícia Militar (PM), aconteceu por volta das 20 horas da noite desta segunda-feira, 14. Ao menos cinco homens que usavam toucas ninjas e fortemente armados, invadiram a casa do ex-presidiário que usava tornozeleira eletrônica e o executaram com muitos tiros na frente da família.

Os atiradores, segundo testemunhas que informaram à Polícia Militar, os cinco matadores fugiram em um carro, possivelmente um modelo sedã de cor escura, que parou na porta da casa, quando eles desceram rápido, deram uma sequência de tiros e fugiram em alta velocidade.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, chegou rápido ao local, mas só a tempo de constatar a morte do ex-presidiário.

Os pistoleiros – assassinos pagos para matar -, segundo uma testemunha, usavam toucas ninjas, distintivos, como se fossem policiais. A PM foi acionada, fez rondas pela região, mas não conseguiu pistas dos cinco matadores.

O corpo de Antonio foi liberado por policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para o Instituto Médico Legal (IML) depois das primeiras análises dos técnicos da Perícia Oficial do Estado (Politec).

Nas primeiras investigações de policiais da DHPP, ficou comprovado que a vítima saiu a pouco tempo do presídio. A Polícia ainda desconhece os motivos do crime, mas não descarta qualquer hipótese, inclusive um crime de "acerto de contas", "queima de arquivo" "vingança por rixa". Até o momento ninguém foi preso.

GRUPO DE EXTERMÍNIO - Um policial que pediu para não ser identificado, conversou com a reportagem do Diário, confidenciou o seguinte: "Ainda não podemos falar em crime de extermínio, embora a ação seja típica de um grupo de extermínio".



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