Sexta feira, 17 de janeiro de 2020 Edição nº 15387 15/01/2020  










ROSIVAÇDO SENAAnterior | Índice | Próxima

O desafio da cultura moderna

Um avião de civis é atingido por um míssil e inocentes morrem. Parece que foi isto que aconteceu nesta primeira semana de uma nova e teoricamente promissora década para a humanidade. Por que isto ocorre e o que leva o homem a cometer este tipo de estupidez? O que está faltando para nossa espécie avançar em termos culturais, nos moldes inclusive de seu próprio avanço tecnológico, evitando ações selvagens como esta e progredindo na integração e relacionamento entre os povos?

A resposta vem da História. Tudo o que pode ser observado até hoje sobre a evolução da humanidade resulta numa conclusão de que tem havido enormes ganhos em termos de aumento de civilidade por parte do homem. Esta evolução tem registro, uma espécie de DNA na formação da cultura dos povos como são hoje, em algo que evoluiu no tempo que são os processos educacionais padronizados de uma cultura com raízes no ocidente. Existem, obviamente, países que educam suas crianças a partir de outros processos, alguns que infelizmente ainda escondem resultados e conceitos comprovados. Uma criança que nasce na Europa tem educação diferente ainda de uma que nasce no Iraque. Mas há muitas coisas em comum, estimuladas pela conectividade global e por princípios modernos que passam a alimentar os processos educacionais criando similaridades.

Filosofia e religião fazem parte da sopa educacional incutida nas crianças com temas racionais e conceitos espirituais que vão depender da história de católicos, protestantes, judeus ou muçulmanos para citar os principais. No mundo tecnológico e científico a racionalidade sempre criou uma onda de choque com a fé. Há crise em todas as religiões e em suas organizações desafiando lideranças para comportarem-se de acordo com o caminho moderno da humanidade. Some-se a isto a eterna disputa de poder em regiões consagradas por conflitos. Aí as elites culturais do mundo são desafiadas para, de forma racional e produtiva, criarem consensos que permitam o respeito as decisões individuais dos cidadãos do planeta a partir de uma educação adequada com o máximo de informação e conhecimento (ainda uma utopia talvez). Este é o caminho que evitaria os desastres, pois ele forjaria uma democracia de qualidade em regiões que tem lideranças que teimam estar na idade média, cultuando a belicosidade em nome da fé e a perseguição a cultura moderna que é cada vez mais disponível de forma global.



*Rosivaldo Sena é jornalista em Cuiabá



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