Terça feira, 25 de fevereiro de 2020 Edição nº 15410 15/02/2020  










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Confusão na volta da CPI que investiga prefeito

Da Reportagem

Confusão e bate-boca marcaram a retomada da CPI do Paletó na manhã de ontem na Câmara Municipal de Cuiabá, com os vereadores Abílio Júnior (PSC) e Toninho de Souza (PSD) quase saíram no tapa.

A discussão teve início após o membro da CPI, vereador sargento Joelson (PSC), apresentar um requerimento propondo que as reuniões da comissão fossem realizadas de forma secreta. Foi o suficiente para que vereadores de oposição que acompanhavam a reunião passassem a criticá-lo.

O vereador Abílio foi o primeiro a se manifestar. “Isso é uma vergonha. O requerimento terá que ser votado e ali tem outro pau-mandado do prefeito”, disse o vereador, ao sugerir que a proposta deve ser aprovada já que a maioria da CPI é composta por membros da base de Emanuel.

A principal crítica é que, com reuniões secretas, elas não poderão ser acompanhadas pela imprensa, por exemplo. “Uma piada”, emendou o também oposicionista Diego Guimarães (Progressista).

Na tentativa de conter os ânimos, o presidente da CPI Marcelo Bussiki (PSB) pediu calma aos colegas e disse que o relator tem o direito de sugerir o requerimento.

Sargento Joelson, por sua vez, afirmou que os vereadores de oposição – especialmente Abílio – querem transformar a CPI em “palhaçada”.

“Os 25 vereadores podem participar das reuniões. Mas se você quer fazer live, isso não vai ter. Enquanto eu estiver aqui não”, disparou.

O requerimento apresentado pelo relator ainda será apreciado pela CPI.

Ainda durante a reunião, foram aprovadas as datas das primeiras oitivas. Serão ouvidos o ex-governador Silval Barbosa (02 de março); do ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Correa (19 de fevereiro); Valdecir Cardoso (9 de março) e o ex-secretário de Estado Alan Zanata (16 de março).

Os quatro já foram ouvidos anteriormente. Contudo, como os trabalhos foram paralisados pela Justiça e a composição da CPI foi alterada a procuradoria da Câmara orientou que os depoimentos não poderiam ser reaproveitados. Somente as provas documentais.

Mesmo depois de encerrada a reunião, os ânimos permaneceram exaltados.

O vereador Abílio Júnior passou a chamar Toninho de Souza – que é relator da CPI – de “pau-mandado do prefeito”.

“Põe uma melancia na cabeça, seu otário”, rebateu Toninho, que ainda chamou o colega de “ex-vereador”, já que Abílio pode ter seu mandato cassado em breve.

Abílio ainda chegou a interromper Toninho no momento em que ele concedia entrevista à imprensa. Foi o suficiente para que os dois quase trocassem socos. Eles foram contidos pelos seguranças da Câmara e Toninho se retirou do local.

A investigação na Câmara apura suposta quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), gravado recebendo maços de dinheiro – supostamente de propina – à época em que era deputado estadual.



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