Segunda feira, 24 de fevereiro de 2020 Edição nº 15410 15/02/2020  










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Lei do retorno

Todas as vezes que assisto ou leio alguma reportagem sobre morte de bandido, na maioria das vezes ocorrida em circunstâncias violentas e/ou com requintes de crueldade, relembro a frase que um policial militar me disse há 17 anos, durante entrevista.

Em 11 de outubro de 2001 o então sargento Jesus (José Jesus de Freitas) declarou, minutos após o assassinato de um desafeto dele, também militar: "quem mata com tiros não morre de dor de barriga".

Jesus, que também morreu assassinado com 9 tiros em uma emboscada menos de um ano depois da declaração, fazia referência ao policial suspeito do atentado que o havia vitimado no ano anterior.

O que é certo é que a pequenez humana nos impede de entender a grandeza e complexidade da vida. Não estamos pelo menos penso assim, aptos a decifrar os desígnios de Deus ou da natureza, do universo..., para quem é ateu ou de outras crenças.

Será que a "Lei do Retorno" é o que nos parece mais razoável, pelo menos o que está ao alcance da nossa (minha) ínfima sabedoria? Sendo assim, seria plausível concordarmos que para todos os seres humanos a semeadura realmente é livre, porém a colheita é obrigatória.

Isso significa que um dia temos que colher aquilo que plantamos, não importa o quanto demore. Não importa nem mesmo se nos esquecemos da plantação e os frutos desapareceram entre ervas daninhas, acabaram encobertos pelo solo ou levados para outros campos pela enxurrada. Em algum tempo e lugar vão brotar e gerar novas colheitas. Seria isso? Que complicado!

Viria daí a explicação para o Carma (ou Karma) que segundo algumas crenças trazemos conosco de outras vidas. Seriam as missões e penalizações das quais não conseguiríamos nos desvencilhar. No hinduísmo, budismo e espiritismo, salve diferenças próprias, Carma tem a ver com ação e reação, ou o que se faz é o que se paga.

Sinceramente, prefiro acreditar que a "Lei do Retorno" é aplicada na mesma vida em que se pratica. E, claro, com o penalizado respondendo conscientemente por seus atos. Acho que muita gente compartilha dessa crença.

Mas quando alguém que aparentemente não cometeu nada de grave sofre com determinado ato de violência ou outra situação, sem explicação, o Carma volta a ser considerado.

"Carma funciona como uma espécie de lei de causa e efeito, no qual cada atitude, assimilada durante a vida, tem peso vital para as características a serem assumidas em uma próxima existência. Em outros termos, isso significa dizer que as características localizadas em sua existência atual são o resultado das escolhas e atitudes tomadas em outras vidas anteriormente assumidas, escreve o mestre historiador Sousa (Sousa, Rainer Gonçalves. "Carma e samsara"; Brasil Escola. Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/religiao/carma-samsara.htm).





* ALECY ALVES, jornalista e estudante de serviço social



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