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Cuiabá MT, Sábado, 05 de Dezembro de 2020
ECONOMIA
Quarta-feira, 17 de Junho de 2020, 00h:00

CESTA BÁSICA

Alta em Cuiabá passa de 10% e registram valor recorde

Dentro do histórico do Imea, maio aponta o maior custo de aquisição da série, com o valor recorde de R$ 540,15.

MARIANNA PERES
Da Reportagem

Se Cuiabá integrasse ainda a roll das capitais brasileiras da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), o valor contabilizado em maio seria o terceiro maior do País, R$ 540,15.

A inflação acumulada dos últimos 12 meses chega a 10,88% em relação a maio de 2019 – a maior alta observada nesse ano – e a 4% frente o valor de abril, em R$ 519,50.

Há dois anos, Cuiabá deixou de fazer parte do monitoramento do Dieese, mas o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a pesquisa mensal, seguindo a metodologia do Departamento. Por isso, pode-se dizer que Cuiabá teve a terceira cesta básica mais cara entre as 17 capitais do País que fazem parte da pesquisa. Dentro do histórico do Imea, maio aponta o maior custo de aquisição aos alimentos essenciais da série, com o valor recorde de R$ 540,15.

A frente da Capital mato-grossense está o Rio de Janeiro, R$ 558,81 e a cidade de São Paulo, R$ 556,36. Completando o ranking dos cinco maiores valores de maio, está Cuiabá, R$ 540,15, Vitória, R$ 536,73 e Curitiba, R$ 531,27.

Conforme avaliações dos técnicos do Imea puxaram a inflação dos produtos, em Cuiabá, na análise anual, a carne, a batata, o tomate, o pão e a açúcar, itens com as maiores variações no período. Já na comparação mensal, em relação a abril, as altas mais significativas ficaram por conta da batata e do feijão.

Ainda nesse comparativo, dos 13 itens considerados essenciais para alimentar por um mês um adulto, dez deles registram alta no ano (carne, leite, arroz, feijão, batata, pão, banana, açúcar, óleo e manteiga) outros dois reduções (tomate e farinha) e um se manteve estático (café em pó). Já em relação ao mês anterior, nove itens tiveram alta, sendo as maiores 43% à batata e 21% ao feijão. Outros quatro alimentos deflacionaram, sendo o grande destaque o tomate, -15%.

De janeiro a maio desse ano, a cesta básica cuiabana registrou as seguintes médias, R$ 506,9, R$ 499,7, R$ 496,7, R$ 519,5 e R$ 540,1, respectivamente. Nesse período, quando comparada aos valores das outras capitais assistidas pelo Dieese, Cuiabá figurava ao longo de 2020 entre a quinta, sexta e sétima cesta mais cara do País.

DIEESE – Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (tomada especial devido à pandemia do coronavírus), realizada pelo Dieese, indicaram que os preços do conjunto de alimentos básicos necessários à alimentação de uma pessoa adulta (conforme Decreto-lei 399/38) aumentaram em oito capitais e diminuíram em nove, em relação a abril. Em São Paulo, única capital onde foi realizada coleta presencial, a cesta custou R$ 556,36 e quase não apresentou variação (0,02%) na comparação com o mês anterior. No ano, o conjunto de alimentos aumentou 9,84% e, em 12 meses, 9,72%.

Com base na cesta de maior valor, ou seja, a do Rio de Janeiro, que custou R$ 558,81, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 4.694,57 em maio, o equivalente a 4,49 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em maio, foi de 100 horas e 58 minutos, menor que em abril, quando ficou em 101 horas e 44 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (alterado para 7,5%, a partir de março de 2020, com a Reforma da Previdência), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em maio, na média, 49,61% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em abril, o percentual foi de 50%.

Em 18 de março, devido à pandemia do coronavírus, o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços dos produtos que fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos nas 17 capitais onde o levantamento é feito mensalmente. A solução encontrada foi uma tomada de preços nos estabelecimentos que fazem parte da amostra regular da pesquisa, por telefone, e-mail, consultas na internet e em aplicativos de entrega.

 


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