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ECONOMIA
Quinta-feira, 03 de Novembro de 2016, 19h:09

COMÉRCIO

Endividamento aumenta na Capital

Comparação anual mostra que número de endividados passou de 110.862 para 115.986. Mais de 21 mil dizem não ter como pagar as contas

MARIANNA PERES
Da Editoria
O número de cuiabanos endividados aumentou na comparação com o registrado em outubro do ano passado ante o consolidado no mês passado. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Fecomércio/MT, o universo das pessoas com contas em atraso passou de 110.862 para 115.986. Outro dado que chama à atenção é o número de endividados que se dizem sem condições de pagar, que somava 20.288 em outubro do ano passado e agora se aproximam de 22 mil. O cartão de crédito segue como o grande vilão dos cuiabanos. Ainda conforme os dados da pesquisa, 64,2% das pessoas endividadas com essa modalidade de compra, sendo 63,6% entre os que ganham até dez salários mínimos e 69,4% entre os que ganham mais de dez salários mínimos. Na segunda posição estão os carnês de lojas com 32,5% dos endividamentos e financiamento de carro com outros 13,4%. O tempo médio de atraso das dívidas em outubro foi de 66,7 dias. Entretanto, do total de endividados, a maioria deles (55,9%) possui algum tipo de conta com mais de 90 dias em atraso. Outro dado da pesquisa leva em consideração a parcela da renda familiar comprometida com dívidas. O comprometimento médio da dívida saiu de 30,9% em setembro para 30,4% em outubro, se aproximando da média considerada adequada por especialistas financeiros, que é de 30%, embora o ideal seja que fique abaixo de 20% da renda comprometida com as compras a prazo. Cerca 30,1% dos cuiabanos disseram que o endividamento vai comprometer a renda familiar por mais de um ano ainda. NO BRASIL - O Peic nacional mostra que, em outubro, 57,7% das famílias possuíam algum tipo de dívida. O percentual é menor do que o registrado em setembro (58,2%) e há um ano (62,1%). A análise dos economistas da Confederação Nacional do Comércio (CNC) para o índice atual é reflexo do alto custo do crédito, proveniente das elevadas taxas de juros, além da manutenção do mercado de trabalho frágil, vem sustentando um nível de consumo mais retraído, provocando também a diminuição recente dos níveis de endividamento. “As altas taxas de juros e a fragilidade do mercado de trabalho têm limitado o consumo, provocando também a diminuição recente dos níveis de endividamento”, explica o economista da CNC Bruno Fernandes.

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