NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
ECONOMIA
Terça-feira, 17 de Março de 2020, 08h:25

CONTRA O CORONAVÍRUS

Governo anuncia injeção de R$ 147,3 bilhões na economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nesta segunda-feira um conjunto de medidas emergenciais, com o objetivo de injetar até R$ 147,3 bilhões na economia. As ações são para conter os efeitos econômicos do novo coronavírus. Entre as medidas, estão a liberação de saques do FGTS, a antecipação do 13º do INSS, e a suspensão por três meses do pagamento de alguns impostos.

“Estamos fazendo um programa emergencial que no total tem quase R$ 150 bilhões de recursos injetados em três meses”, disse Guedes.

Serão até R$ 83,4 bilhões para população mais vulnerável, disse Guedes. Mais R$ 39,4 bilhões para manutenção de empregos. Além disso, haverá a destinaçao de mais recursos para o combate à pandemia do Covid-19, além dos R4 5 bilhões que já foram disponibilizados.

O governo anunciou a antecipação da segunda parcela do 13º de aposentados e pensionsitas do INSS, com impacto de R$ 23 bilhões. O valor normalmente é pago em dezembro e será pago em maio.

Além disso, valores não sacados do PIS/Pasep serão transferidos para o FGTS para permitir novos saques de contas ativas. O impacto será de R$ 21,5 bilhões.

O abono salarial também será antecipado, com pagamento em junho, com impacto estimado em R$ 12,8 bilhões.

O Ministério da Economia também vai reforçar o Orçamento do Bolsa Família em R$ 3,1 bilhões. O objetivo é incluir mais 1 milhão de pessoas no programa.

Já foram anunciados a antecipação da primeira parcela de aposentadorias e redução dos juros para empréstimos consignados.

“A cada 48 horas poderá haver o anúncio de novos medidas, pode ser que a gente fique um tempos em anunciar, poder ser que continue anunciando, vai depender da resposta da economia”, disse Guedes.

O ministro anunciou ainda medidas para garantir a manutenção de empregos, concentradas principalmente no pagamento de impsotos.

As empresas poderão adiar o pagamento do FGTS por três meses, com impacto de R$ 30 bilhões.

A União ainda deixará de recolher impostos do Simples Nacional por três meses, representando R$ 22,2 bilhões.

Serão ainda R$ 5 bilhões de crédito do Proger/FAT para micro e pequenas empresas.

Por último, as contribuições do Sistema S serão reduzidas à metade pelos próximos três meses, significando um impacto de R$ 2,2 bilhões.

“Estamos concentrando tudo nos próximos três meses. Vamos injetar em circulação da economia R$ 147 bilhões, uma parte porque nós estamos injetando mesmo, a outra parte que seriam os impostos, nós vamos diferir (adiantar o pagamento), é como se tivéssemos recolhidos os impostos e injetamos”, afirmou Guedes.

 Veja a lista de medidas:

População mais vulnerável (R$ 83,4 bilhões)

 Novas medidas:

 Antecipação da segunda parcela do 13º de aposentados e pensionistas do INSS para maio – liberação de mais R$ 23 bilhões;

Transferência de valores não sacados do PIS/Pasep para o FGTS, para permitir novos saques – impacto de até R$ 21,5 bilhões;

Antecipação do abono salarial para junho – liberação de R$ 12,8 bilhões;

Reforço ao programa Bolsa Família, com a inclusão de mais 1 milhão de beneficiários – impacto de até R$ 3,1 bilhões.

 

Já anunciadas:

 

Antecipar a primeira parcela do 13º de aposentados e pensionistas do INSS para abril – liberação de R$ 23 bilhões;

Reduzir o teto de juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas, aumento da margem e do prazo de pagamento.

 Manutenção de empregos (R$ 59,4 bilhões)

 Novas medidas:

 Diferimento do prazo de pagamento do FGTS por 3 meses – impacto de R$30 bilhões;

Diferimento da parte da União no Simples Nacional por 3 meses – estimativa de R$ 22,2 bilhões;

Crédito do PROGER / FAT para Micro e Pequenas Empresas – projeção de R$ 5 bilhões;

Redução de 50% nas contribuições do Sistema S por 3 meses – impacto de R$2,2 bilhões;

Simplificação das exigências para contratação de crédito e dispensa de documentação (CND) para renegociação de crédito;

Facilitar o desembaraço de insumos e matérias-primas industriais importadas antes do desembarque.

 Combate à pandemia

 Novas medidas:

 Destinação do saldo do fundo do DPVAT para o SUS – impacto de R$ 4,5 bilhões;

Zerar alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar (até o final do ano);

Desoneração temporária de IPI para bens importados listados que sejam necessários ao combate ao Covid-19;

Desoneração temporária de IPI para bens produzidos internamente listados que sejam necessários ao combate ao Covid-19.

 Já anunciadas:

 Suspender a prova de vida dos beneficiários do INSS por 120 dias;

Dar preferência tarifária de produtos de uso médico-hospitalar;

Priorizar desembaraço aduaneiro de produtos de uso médico-hospitalar.

 


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.





ENQUETE
Você acha que a Prefeitura acertou ao liberar a reabertura de shopings, bares e restaurantes?
É uma decisão acertada
O prefeito foi pressionado por empresários
Quem vai dizer são os consumidores
Tanto faz
PARCIAL