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Cuiabá MT, Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020
ECONOMIA
Sábado, 11 de Julho de 2020, 09h:14

PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

MP abre apuração após casos de Covid-19 em 10 frigoríficos de MT

Segundo as empresas e órgãos da vigilância sanitária, há casos em 8 unidades da JBS e em 2 plantas da Vale Grande

KATNA BARAN
Da Folhapress - Curitiba
Divulgação
Segundo o Ministério Público do Trabalho, há casos da Covid-19 em oito unidades da JBS no Estado de Mato Grosso

O Ministério Público do Trabalho (MPT) continua a ofensiva para controlar casos do novo coronavírus em frigoríficos. Em Mato Grosso, o órgão anunciou apuração em dez plantas, após registros de infecção.

A entidade informou que, segundo as empresas e órgãos da vigilância sanitária, há casos da Covid-19 em oito unidades da JBS no Estado e em duas plantas da Vale Grande.

Já o frigorífico Agra Agroindústria de Alimentos, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), confirmou 105 registros do novo coronavírus após interdição da vigilância sanitária, em junho, que levou à testagem em massa.

A JBS, que possui dez unidades e cerca de 11 mil empregados em Mato Grosso, informou ao MPT 41 casos confirmados e 128 suspeitos.

Ao menos 14 dos casos confirmados são da unidade de Barra do Garças (509 km a Leste da Capital).

A Vale Grande, com três plantas no Estado, registrou sete casos da Covid-19 em Sinop (500 km ao Norte) e Matupá (654 km ao Norte).

O MPT afirmou que a empresa não informou se houve afastamento de trabalhadores.

O MPT chegou ao levantamento após passar a solicitar informações dos frigoríficos sobre as medidas adotadas para mitigar os impactos da pandemia.

O órgão afirma que, em geral, as plantas seguem um padrão protetivo "inferior" e levam em consideração só uma portaria federal que vem sendo atacada pela entidade.

O documento diverge, em alguns pontos, das referências técnicas nacionais e internacionais apresentadas pelo MPT e que vêm sendo objeto de termos de ajustamento de conduta e de acordos judiciais.

Os problemas apontados envolvem a testagem de empregados pelas empresas e ausência de previsão de afastamento de quem teve contato com casos suspeitos.

Para o procurador Bruno Choairy, as listas de trabalhadores afastados após terem contato com casos suspeitos são pouco críveis por apresentarem números baixos. "Essa conduta potencializa a transmissão na unidade", diz.

Ele cita como exemplo os números da JBS. Na unidade de Barra do Garças, com 14 infectados e 59 suspeitos, apenas seis trabalhadores teriam sido afastados por terem contato com os casos em investigação.

Em Pedra Preta (238 km ao Sul da Capital) - 54 casos suspeitos e quatro confirmados -, só sete empregados foram afastados.

O MPT aponta ainda que os frigoríficos não comprovaram exigências como o fornecimento de máscaras no padrão ABNT e proteção respiratória mais robusta quando não for possível o distanciamento de um metro entre empregados.

A JBS afirmou não quis comentar caso, mas disse adotar um protocolo robusto de controle, prevenção e segurança em todas as suas unidades.

O frigorífico Agra não retornou. O MPT instaurou inquérito civil contra a empresa, que informou ao órgão que suas as medidas de vigilância são aprimoradas diariamente.

A Vale Grande também não retornou o contato da reportagem.


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