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ECONOMIA
Quinta-feira, 11 de Abril de 2019, 09h:08

ABERTURA DE NOVAS EMPRESAS

MT fecha 2018 com crescimento abaixo da média nacional

Enquanto no Brasil a média de novos empreendimentos foi recorde, com crescimento de 15,1%, no Estado o avanço foi de 3,8% o mais baixo do Centro-Oeste

MARIANNA PERE
Da Reportagem
Mato Grosso fechou o ano de 2018 com a menor taxa de expansão do Centro-Oeste para abertura de novas empresas, 3,8%. Esse indicador é liderado – em nível nacional - pelo Distrito Federal, cujo crescimento frente a 2017 foi de 21,7%. Além de ser ‘lanterninha’ na avaliação regional, o avanço anual obtido pelo Estado ficou aquém do registrado no Brasil, em 15,1%, recorde histórico desde o início da série, em 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. Dados divulgados ontem pela Serasa mostram que em Mato Grosso foram abertas e formalizadas 45.197 empresas ao longo do ano passado, volume que representou 1,8% dos mais de 2,53 milhões de novos empreendimentos oficializados no país, em igual período de comparação. Ainda no Centro-Oeste, o Distrito Federal registrou 51.063 novas empresas. Em volume, o número de aberturas fica abaixo do registrado em São Paulo, com mais de 736 mil aberturas, mas lidera em percentual de expansão, com mais 21% de um ano para outro. Goiás também se destaca em nível regional com alta anual de 14% com mais de 90 mil novos empreendimentos formalizados. Mato Grosso do Sul vem em terceiro lugar com incremento de 12,1%, totalizando 33.806 novas empresas. O país fechou 2018 com 2.534.785 novas empresas formalizadas. Do número total de novos empreendimentos no ano passado, os MEIs representam a maioria (81,4%) e por segmento, os Serviços de Alimentação predominam (8,2%). Em 2018, todas as regiões brasileiras tiveram crescimento em seus respectivos índices de nascimento de empresas, mas o Sudeste (17%) puxou o recorde nacional, seguido pelo Sul (15,4%), Nordeste (13,5%), Centro-Oeste (12,9%) e Norte (3,1%). O ranking estadual teve como destaque o Distrito Federal, que respondeu pelo maior crescimento (21,7%) em 2018, na comparação com 2017 - embora represente 2% dos novos CNPJs criados no país no ano passado. Em contrapartida, o Amapá foi o único Estado a apresentar queda (-7,6%) na mesma comparação. São Paulo – que teve crescimento de 18,6% em 2018 x 2017 – manteve sua representatividade ao liderar absoluto com quase um terço (29,1%) do total de empreendimentos nascidos no Brasil. Segundo os economistas da Serasa Experian, a fraca recuperação da economia, o reflexo negativo na reversão da taxa de desemprego e na retomada da criação de novas vagas formais de trabalho levaram muitas pessoas a buscarem um negócio próprio como alternativa para geração de renda. Para a diretora de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Fernanda Monnerat, o “empreendedorismo por necessidade” realmente aparece como um fator relevante. “A grande representatividade de MEIs e os segmentos que lideraram a abertura mostram que têm muitas pessoas investindo em atividades com produtos e serviços de maior aceitação e consumo no dia a dia, o que demonstra mais a necessidade do que oportunidade.” Ainda segundo o indicador, em 2018, o Brasil atingiu a marca de 2.064.430 de MEIs formalizados, correspondente a 81,4% das 2.534.785 de companhias criadas no país. Na comparação com 2017, (1.733.061), o crescimento foi de 19,1%. As Sociedades Limitadas responderam por 7,5% (189.076 nascidas) das empresas originadas em 2018, com alta de 4,4% em relação ao índice de 2017 (181.103 nascidas). Empresas Individuais tiveram uma participação de 5,5% (138.734 nascidas) e fecharam em queda de 12,3% frente ao acumulado de 2017 (158.163 nascidas). Já a criação de 142.545 empreendimentos de outras naturezas jurídicas revelou alta de 9,4% frente a 2017 (130.295 nascidas) e representou 5,6% das formalizações.

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