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ECONOMIA
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016, 21h:01

EMPREGOS

Oferta de vagas encolhe mais de 52%

Em dez meses MT criou 3.049 postos de trabalho com carteira assinada, saldo distante do recorde aferido em igual período de 2012: 53.073

MARIANNA PERES
Da Editoria
A criação de novas vagas de empregos formais, aqueles com carteira assinada, atingiu em outubro desempenho jamais registrado em toda a série histórica de Mato Grosso. Nos últimos dez meses, apenas 3.049 empregos foram geradas, saldo 52% abaixo do consolidado em igual período do ano passado, quando o resultado apontava 6.371 vagas. A empregabilidade no Estado se agrava, já que no acumulado dos primeiros dez meses de 2012, por exemplo, momento de recorde, foram contabilizadas 53.073 postos de trabalho formais. No mês passado, três dos cinco setores da economia que mais empregam, tornarem os grandes demissores do período: Serviços, Indústria e Construção Civil. As contratações esperadas pelo Comércio, para dar suporte às vendas de final de ano, ainda aconteceram. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e mostram ainda que com exceção dos acumulados de 2016 e de 2015, o pior saldo havia sido registrado em 2005, quando a geração de novas vagas somou 9.441. Na atualização de outubro, o mês completou em 2016 o terceiro desempenho negativo anual consecutivo. Ou seja, ao invés de criar novas oportunidades de emprego, de colocação no mercado, o período marcado por perdas, com maior demissões do que contratações. No mês passado, conforme o Caged, Mato Grosso eliminou 2.444 vagas. Os maiores cortes foram promovidos pelo segmento de Serviços (-1.320 postos), pela Indústria (-902 postos) e pela Construção Civil (-682 postos). O Comércio que lidera a oferta de novas no país - segmento que costuma ser o maior empregador dos últimos três meses do ano, em função das contratações de temporários – ganhou apenas 29 novas vagas durante todo outubro. O saldo só não despencou mais porque em razão da retomada dos trabalhos no campo com o início da safra 2016/17. A Agricultura foi o segmento que mais ofertou empregos: 509 novas vagas. O saldo negativo de outubro, em -2.444 é resultado da movimentação entre contratações e demissões. Conforme números do Caged, no mês passado Mato Grosso contratou 25.655 trabalhadores, mas demitiu 28.099, o que tornou outubro um período de desempenho negativo. Como os cortes de vagas foram mais sentidos no segmento de Serviços, Cuiabá e Várzea Grande concentraram as maiores perdas, com a eliminação de 883 e 213 postos, respectivamente. Comparando o desempenho do mês de outubro de Mato Grosso com os dos demais estados do Centro-Oeste, o Estado registrou o segundo pior resultado, atrás apenas de Goiás, onde o saldo negativo foi de 10.315 postos de trabalho eliminados. Mato Grosso do Sul foi o único a criar vagas, ao somar 1.010. BRASIL – Em nível nacional o mercado de trabalho perdeu 74.748 empregos com carteira assinada no período, número bem inferior ao registrado no mesmo mês de 2015, quando foram registrados 169.131 vagas a menos no país. No mês, o setor do Comércio apresentou saldo positivo 12.946 vagas de trabalho com carteira assinada, uma alta de 0,14% na comparação com o mês anterior. A recuperação do setor ocorreu principalmente pelo desempenho verificado nos ramos do comércio varejista (+9.578 postos) e atacadista (+2.918 postos). A região Sul apresentou no mês saldo positivo de 3.266 vagas de trabalho, impulsionado pela geração de postos no Rio Grande do Sul, com saldo positivo de 2.386 empregos e Santa Catarina, que gerou 1.267 vagas. O emprego também cresceu nos estados de Alagoas (5.832) e Sergipe (1.932). Nos outros estados houve queda na geração de postos de trabalho, assim como nas outras regiões do país. No Sudeste, onde houve a maior queda, foram perdidos 50.274 postos no mês.

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