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Cuiabá MT, Domingo, 28 de Fevereiro de 2021
ECONOMIA
Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2021, 00h:00

SOJA

Oleaginosa tem chances reduzidas de novas e grandes altas

Da Reportagem

A soja está com seus preços elevadíssimos e altíssima lucratividade, e estes dois fatores reduzem um pouco as chances de altas muito grandes daqui para frente, aponta a Consultoria TF Agroeconômica. “Ao contrário do trigo e do milho, esses dois com forte potencial de elevação dos preços, no primeiro semestre de 2021. Se precisar de dinheiro venda soja e segure o milho e o trigo”, recomendam os analistas de mercado.

Em Mato Grosso, por exemplo, maior produtor de soja e grão do País, a cotação da oleaginosa abriu o ano com média de R$ 152,50, 107,70% a mais que o registrado pelo indicador do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que um ano era de R$ 73,42.

Em relação à virada do ano, o Imea destaca avanço de 7,81% comparado ao último dado do ano passado, com média a R$ 141,46. “As altas na Bolsa de Chicago {CME-Group} motivadas pelo clima adverso na América do Sul e pela demanda pela soja mundial afetaram os preços internos de Mato Grosso”, explicam os analistas do Instituto.

Com chances reduzidas de novas grandes altas, explica a equipe da TF, o foco deve ser a lucratividade. “Entendemos e aprovamos o receio que os agricultores têm em fazer novas vendas, diante da incerteza quanto à sua real produção neste ano, em face dos problemas climáticos desta safra, com o vai-e-vem da seca que está atrasando a colheita em relação ao seu ritmo histórico. Com tudo isto, nossa recomendação continua sendo a de manter o foco na lucratividade, que está em 52,66% e não no preço, que geralmente é enganoso”, conclui a equipe de consultores.

Conforme a TF Consultoria, são fatores de alta: temporais de granizo no Sul que podem afetar lavouras plantas, sem chance de replantio, alta do dólar (no ano) que deverá se manter alto no ano, devido ao aumento das tensões políticas pré-eleição, à falta de encaminhamento das reformas e indecisões quanto à vacinação no Brasil, queda da disponibilidade de milho aumentando fortemente a demanda por farelo de soja, que já está mais caro que a soja. “Mas, esta alta deverá vigorar até a entrada mais forte da colheita”. Há ainda, altas de Chicago, com a demanda chinesa se dirigindo àquele país diante do atraso da colheita brasileira.

Como fatores considerados de baixa estão: início da vacinação no Brasil, chuvas no Brasil que devem melhorar a situação de estados importantes do Centro-Oeste, a queda do dólar (na semana) pressionou os preços, mas deve voltar a subir, pelos motivos expostos acima. “Não deve cair abaixo de R$ 5 neste ano e o mais provável é que a média fique acima dos R$ 5,25 no ano”. E por fim, a pressão baixista se dá pela lógica da iminente colheita, já iniciada em Mato Grosso e que deverá começar em Mato Grosso do Sul e no Paraná, e logo, em todo Centro-Oeste, movimentação natural que sempre pressiona os preços, embora mais de 65% da safra estejam comprometidas, com as chamadas ‘vendas antecipadas’.

 


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