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Cuiabá MT, Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
ECONOMIA
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2019, 17h:48

SOJA 2018/19

Perdas pontuais impõe revisão negativa à produtividade estadual

Apesar de continuar sendo o destaque positivo da safra 2018/19, Mato Grosso também sentiu os efeitos da distribuição irregular das chuvas e das altas temperaturas de dezembro, fenômenos que marcaram a virada do ano. Em função das ocorrências, a consultoria AgRural reduziu sua estimativa de produtividade média para o estado para 56,6 sacas por hectare, ainda em linha, porém, com o recorde obtido na safra passada. Em sua nova estimativa divulgada ontem, a consultoria destaca que a produção estadual registras “perdas isoladas” em alguns pontos, justamente por conta do excesso de chuva. No entanto, “há expectativa de melhora da produtividade nas áreas que serão colhidas a partir de 15 de janeiro, o que justifica a boa média esperada em Mato Grosso”. No Estado, a colheita dos primeiros talhões teve início antes do Natal, com os trabalhos retomados nas lavoras de ciclo precoce, após cerca de 90 dias do plantio. Como reforçam os analistas da AgRural, a irregularidade das chuvas e o calor que marcaram o mês de dezembro em alguns estados, com destaque para Paraná e Mato Grosso do Sul, tiraram do Brasil a chance de ter mais uma safra recorde de soja. Estimativa atualizada aponta que a produção do grão no ciclo 2018/19 deve alcançar 116,9 milhões de toneladas, abaixo dos 121,4 milhões da estimativa anterior, divulgada em 30 de novembro, e do recorde de 119,3 milhões de toneladas colhido na temporada 2017/18. A produção de 116,9 milhões de toneladas é baseada em área de 35,9 milhões de hectares (inalterada em relação à estimativa anterior e 720 mil hectares superior à do ciclo passado) e em produtividade de 54,3 sacas por hectare, contra 56,4 sacas na estimativa de 30 de novembro e 56,6 sacas na safra passada. Produtividade e produção serão revisados no início de fevereiro e podem ser reduzidos novamente caso as condições climáticas sejam desfavoráveis às lavouras nas próximas semanas. As colheitadeiras já estão em campo em Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e pontos isolados de Minas Gerais e São Paulo. HÁ UM MÊS - Depois do plantio mais rápido da história e de condições iniciais que apontavam chance de mais uma safra recorde no Brasil, a falta de chuva e o aumento das temperaturas passaram a preocupar os produtores do Paraná e de Mato Grosso do Sul, conforme alerta feito pela AgRural já no início de dezembro. A redução de 4,5 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior – 2,5 milhões no Paraná, 1 milhão em Mato Grosso do Sul e 1 milhão nos demais estados – deve-se a perdas que se concentram em áreas plantadas em setembro, com variedades de ciclo mais curto, cujas lavouras não aprofundaram suficientemente as raízes devido à umidade presente no plantio e desenvolvimento vegetativo e que durante a estiagem de dezembro atravessavam a fase decisiva de enchimento de grãos. No Paraná, a produtividade média estimada neste momento pela AgRural é de 52,5 sacas por hectare – a mais baixa desde a safra 2015/16. Todas as regiões do estado foram atingidas pela estiagem e pelo calor, mas as maiores perdas se concentram no oeste, que planta mais cedo. Para Mato Grosso do Sul, cujas perdas são mais severas em sua porção sul, a produtividade estimada neste momento é de 52,7 sacas por hectare – também a mais baixa desde 2015/16. Outros estados que tiveram redução de produtividade foram Goiás e Rio Grande do Sul. Nos demais estados, os números de 30 de novembro foram em sua maioria mantidos e serão revisados em fevereiro. Merece atenção o baixo volume de chuvas previsto para as duas próximas semanas, que podem reduzir o potencial produtivo de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e também do Matopiba. (MP)

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