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Cuiabá MT, Sexta-feira, 03 de Julho de 2020
ECONOMIA
Sexta-feira, 26 de Junho de 2020, 00h:00

COMPRAS ON LINE

Pesquisa revela índice de satisfação acima de 93% entre cuiabanos

MARIANNA PERES
Da Reportagem

Em tempo de pandemia do novo coronavírus, os cuiabanos mostram que estão se adaptando ao universo tecnológico e lançando mão das compras on line, sejam elas por meios de aplicativos, sites ou redes sociais. Além de aumentar o contingente de pessoas que passaram a aderir às plataformas, uma pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), mostrou que houve intensificação de consumo por quem já tinha esse hábito de compras e que 93% dos consumidores aprovam a nova relação entre empresas e clientes.

Dado considerado bastante importante na sondagem “foi a satisfação dos clientes com o cumprimento no prazo de entrega na maioria de suas compras on-line”, como aponta o superintendente da entidade, Fábio Granja. “Resultado foi surpreendente, 93,3% responderam estarem satisfeitos. Isso revela o empenho e a preparação das empresas em oferecer qualidade nos seus produtos e eficiência nos seus serviços, consequentemente, o resultado desse trabalho é maior lucratividade e reconhecimento de sua marca".

A pesquisa foi feita por meio do núcleo de inteligência de mercado da CDL, com o objetivo de entender e avaliar essa nova relação de consumo, a compra on-line entre os consumidores da Capital. Foi aplicado o método de saturação amostral com potenciais clientes em compra nos principais eixos comerciais de Cuiabá.

Nessa quarentena, a pesquisa buscou analisar os hábitos de consumo dos consumidores e neste aspecto, mostrou que as compras por internet tiveram um aumento de novos consumidores de 16,8% e daqueles que já compravam através dos canais on-line, 45,5% relataram que aumentaram as compras, com destaque para a geração X (41 a 55 anos) que consumiu 54% a mais do que consumia em dias normais antes da pandemia.

Os serviços mais procurados foram alimentos e bebidas com 56,1% da preferência, 10,3% para cosméticos e beleza, 7,2% acessórios para eletrônicos e periféricos, 5,1% artigos automotivos, 4,1% medicamentos e suplementos, 3,1% eletrônicos e 3,1% de móveis e eletrodomésticos. Entre as gerações, 76,9% da Z (idade entre 18 e 25 anos) tiveram preferência por alimentos e bebidas.

Com relação ao meio de solicitação do pedido online, o resultado da pesquisa apresentou que 30,7% dos entrevistados estão comprando por aplicativo, 28,3% pelo WhatsApp (com a empresa), 22,9% pelo site da empresa, 12,7% por telefone (ligação) e 5,4% pelo Instagram ou Facebook.

A forma de pagamento mais utilizada nessas compras, segundo os respondentes, foi cartão de crédito/débito 79,9%, Dinheiro 10,0%, boleto 4,3%, PayPal/PicPay/Mercado Pago 2,9% e transferência bancária 2,9%.

INSEGURANÇA - Apesar da comodidade e praticidade, compras pela internet ainda provocam receio. Os entrevistados dessa pesquisa foram questionados sobre os principais medos na hora de adquirir um produto/serviço online. Produtos/serviços de baixa qualidade foram a resposta de 22,9% dos entrevistados, não ter a garantia da entrega do produto 19%, exposição dos dados (cartões e dados pessoais) 17,6%, tempo de espera 16,1%, não ter experimentado antes da aquisição 9,8%, não ter garantia de devolução/troca 7,3% e fraudese outras questões 7,3%.

"As tentativas de fraudes aumentaram de forma significativa durante a pandemia, infelizmente, ainda existem sites e perfis fakes de compras. O cuidado e a atenção, no entanto, devem ser redobrados. Preços muito abaixo do valor do mercado podem indicar fraude, por isso é importante pesquisar e se certificar que o canal de compras é seguro. Existem depoimentos, avaliações e sites que disponibilizam as chamadas listas negras com empresas de baixa reputação e da mesma forma existem listas com empresas bem ranqueadas no ambiente do comércio eletrônico", alertou Granja.

LOJAS FÍSICA - Foram 55% dos entrevistados que responderam que sentem um alto risco, 37,5% baixo risco e 7,5% que não há risco nenhum de contrair o novo coronavírus enquanto fazem compras em lojas físicas.

De acordo com a apuração dos dados, 44% da geração BABY BOOMERS (acima de 56 anos) vê como baixo o risco de contrair o vírus (Covid-19) indo fazer compras em lojas físicas, sendo que 12% desta geração não vê risco algum.

Outro questionamento foi a respeito de quais produtos e/ou serviços buscaram através de compras presenciais nos últimos 60 dias. A pesquisa apresentou que os mais procurados foram medicamentos ou suplementos com 41,5% da preferência, 23,1% alimentos e bebidas, 7,7% cosméticos e beleza, 6,2% artigos automotivos e 4,6% eletrônicos.

Os respondentes dizem preferir comprar em lojas físicas por terem contato com os vendedores, gostam de sentir, ver o produto, comparar preços, já ter a entrega imediata em mão, mas o destaque ficou pela busca do contato humano.

SHOPPINGS CENTERS - Com o retorno dos shoppings, dos entrevistados, 25,6% pretendem ir às compras nos próximos 60 dias para adquirir vestuário e acessórios masculino, 22,2% vestuário e acessórios feminino, 11,8% cosméticos e beleza, 11,8% alimentos e bebidas (fast food e restaurantes), 8%, vestuário e acessórios infantil, 2,8% bolsas e mochilas, 2,8% eletrônicos, 2,8% móveis e eletrodomésticos, 2,3% acessórios para eletrônicos e periféricos, 2,3% smartphone, 2,3% cama/mesa/banho e 5,3% outros.

Os entrevistados disseram que nesses locais o ambiente é climatizado, o espaço de lazer e oportunidades de compras são diversos, várias opções de compras e restaurantes, praticidade e conforto para fazer compras, mais segurança, variedades de opções de lojas em um só lugar, cinema e praça de alimentação e inúmeros outros atrativos.

 


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