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Cuiabá MT, Sábado, 06 de Junho de 2020
ECONOMIA
Sexta-feira, 22 de Maio de 2020, 09h:55

EFEITO PANDEMIA

Queda na arrecadação do ICMS chega a 21% em MT

A arrecadação do ICMS, nas duas primeiras semanas de maio, aponta uma queda de 6,8%

Da Reportagem
GCom-MT
Secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo

A arrecadação do ICMS nas duas primeiras semanas de maio aponta uma queda de 6,8%, quando comparado a igual período do mês de abril, representando um montante de R$ 40,26 milhões.

Essa perda se eleva a 21%, quando comparado a igual período do mês de março, antes, portanto, do agravamento da situação econômica em razão da pandemia do coronavírus.

Em termos de valores, a perda comparativa média de receita nesse período foi de R$ 147,33 milhões.

É o que aponta o sétimo boletim econômico semanal divulgado na quina-feiara (21) pelo Governo do Estado.

“Estamos perto de fechar dois meses de restrições às atividades sociais e econômicas por conta da pandemia e já dá para notar que a tendência é de estabilização do faturamento das empresas. Em média, 20% abaixo do nível obtido nos meses anteriores à covid-19”, disse o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

A pesquisa realizada na semana anterior pela Secretaria Adjunta da Receita Pública da Secretaria de Fazenda, em razão do Dia das Mães e da flexibilização em alguns setores do comércio, aponta uma pequena reação positiva nas vendas.

Na semana de 11 a 15 de maio, o boletim econômico aponta que as quedas percentuais de faturamento em cada setor foram as seguintes: agropecuária com 19%; comércio e serviços, 15%; e a indústria, 1%.

No período de 11 a 15 de maio, a queda média no faturamento diário das empresas em Mato Grosso chegou a 14%, com um faturamento médio de R$ 1,12 bilhão.

No período anterior à pandemia, o faturamento médio girava em torno de R$ 1,29 bilhão.

“Continuamos a acompanhar diariamente o comportamento das atividades econômicas de todos os setores empresariais, monitorando as variações de faturamento por atividade e por município. É importante destacar que apesar de no geral ainda estarmos abaixo da média anterior à covid 19, alguns segmentos já estão quase operando na normalidade, como por exemplo, etanol e materiais de construção", informou o secretário adjunto da Receita Pública, Fábio Pimenta

COMÉRCIO E SERVIÇOS - Os setores de comércio e serviços continuam sendo os segmentos mais impactados pela pandemia da Covid-19.

Desde o início da adoção de medidas de combate ao novo coronavírus, com fechamento dos estabelecimentos comerciais, o setor registra semanalmente quedas no seu faturamento diário. Na última semana o declínio de faturamento foi -15%.

Apesar do setor atacadista ter se recuperado nesta semana, o setor de varejo perdeu o impulso proporcionado pela movimentação de compras do Dia das Mães.

O pior resultado, desde o início da pandemia, foi entre os dias 6 e 10 de abril com uma redução 35% para o conjunto do comércio e serviços.

Já nesta última semana o destaque foi o varejo que fechou estável quando comparado a semana de referência, no entanto mantiveram variações negativas: atacado (-21%), combustíveis (-32%), veículos (-9%).

No segmento de bares e restaurantes, a queda também foi acentuada nas duas primeiras semanas pós-pandemia. O segmento que vinha se recuperando após 4 semanas voltou a apresentar queda, estando ainda com faturamento - 48% abaixo da média de janeiro e fevereiro de 2020.

INDÚSTRIA - A queda média no faturamento da indústria no período pesquisado foi de 1%. A principal retração no faturamento na última semana em relação à média anterior à Covid-19 foi na agroindústria, com queda de 8%.

Na semana de 11 a 15 de maio a indústria de bebidas, etanol e frigorifica apresentaram crescimento no faturamento. O faturamento tributável total na indústria na semana chegou a R$ 231 milhões.

AGROPECUÁRIA - No início da crise decorrente da propagação do novo coronavírus, na semana de 16 a 20 de março, o setor chegou a apresentar um crescimento de 4% no faturamento. Nesta última semana a queda no faturamento tributável da agropecuária chegou a 19%, com faturamento de R$ 379 milhões, bem longe dos R$ 485 mi, que eram faturados no período pré- pandemia, contudo, faz necessário observar que parte substancial da queda de faturamento deve-se a sazonalidade própria da atividade.

 


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