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Cuiabá MT, Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020
ECONOMIA
Sábado, 01 de Agosto de 2020, 00h:00

PERÍODO DE SECA

Queimadas no Pantanal une lideranças do agro, Governo e órgãos de segurança

Da Reportagem

Ações de enfrentamento da temporada de seca, prevenção e combate aos incêndios, principalmente no Pantanal Mato-grossense, estão no foco das discussões do setor produtivo estadual. O atual cenário foi debatido por meio de uma live que reuniu representantes da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), lideranças do agronegócio e representantes do governo estadual. O questionamento central está em torno do que pode ser feito para diminuir os efeitos das queimadas, comuns em biomas e ecossistemas da região Centro-Oeste nesta época do ano.

Na oportunidade, os envolvidos falaram sobre técnicas permitidas na região do Bioma Pantanal que evitam a propagação de incêndios como a construção e manutenção de aceiros, medidas preventivas e de combate a incêndios, regulamentação ambiental para a região, entre outros.

O governo de Mato Grosso informou que este ano o Pantanal Mato-grossense enfrenta uma situação atípica. Há mais de 10 anos não havia um incêndio com essa proporção. Para enfrentar tal situação, foi lançado o Comitê Temporário Integrado de Coordenação Operacional (Ciman).

O Ciman é coordenado pelo CBMMT e tem o objetivo de fortalecer as ações de monitoramento, prevenção, preparação e resposta rápida às queimadas e incêndios florestais de forma integrada. Tem papel direto e efetivo no monitoramento e mapeamento das áreas comprometidas, tornando possível criar as melhores estratégias para combate aos incêndios.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), Secretaria de Segurança Pública (Sesp), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Exército Brasileiro, o Comitê de Gestão do Fogo, a Defesa Civil, o Ibama e diversos outros órgãos afins participaram da reunião realizada no Ciman.

A diretora da Acrimat, Daniella Bueno, destacou que "a pecuária iniciou no Pantanal por volta de 1725, e é nessa época que temos os primeiros registros de atividade pecuária, com a chegada do gado, que ao contrário do que muitos acreditam, por conta de desinformação e outros fatores, é um aliado daquele ambiente".

A diretora da Acrimat chamou atenção para um dado interessante: a Embrapa Pantanal produziu um estudo onde foi verificado que o gado atua como um "bombeiro natural", pois ele diminui o acúmulo de matéria orgânica, evitando que esse material se torne combustível para futuras queimadas.

"Outro ponto que devemos trazer à luz é que há muito tempo o pecuarista pantaneiro não utiliza mais a técnica de atear fogo para limpeza de pastagem, e devemos desfazer este mal entendido, uma vez que o gado necessita dessa matéria orgânica seca. Ela é usada como suporte na alimentação, juntamente com a suplementação animal, todo o período de seca", completou.

 


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