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Cuiabá MT, Domingo, 09 de Agosto de 2020
Editoriais
Sexta-feira, 29 de Junho de 2018, 17h:57

Momento ímpar

O tema é árido e dificilmente encanta eleitores. Mas não haverá outra questão mais relevante nas próximas eleições do que a discussão sobre como colocar as contas públicas em ordem. A arrumação da contabilidade estadual é a base para todo o resto: a manutenção dos serviços básicos, o pagamento em dia do funcionalismo e a retomada dos investimentos em obras. Ano após ano, eleição após eleição, geração após geração, Mato Grosso vem se deixando iludir por alguma solução milagrosa que ponha as contas em dia. Os candidatos e partidos, quando em campanha, também não ajudam. Tratam o maior dilema de Mato Grosso como se a realidade do Tesouro depauperado fosse um castigo imposto aos mato-grossenses pelo governante da hora. Instigados a apresentar propostas objetivas, os candidatos, em sua maior parte, costumam evitar o tema, tergiversar com platitudes como "falta de vontade política" e "pressão sobre governo federal" e vender fantasias de que é possível se corrigir um problema estrutural com medidas conjunturais, como novas ampliações de uma base tributária já sufocante para empresas e cidadãos. Contra a vontade geral, mas premido pela urgência da virtual paralisação dos serviços públicos, o atual governo fez alguns ajustes e vem batendo recordes de arrecadação. Nem assim houve mudança significativa no ponteiro das contas públicas. O fato é que, ao longo de décadas, Mato Grosso inchou a máquina pública, concedeu benesses de toda ordem e se endividou sem pensar no amanhã. Agora, a fatura chegou e, para pagá-la, não há alternativas transitórias, superficiais ou simplistas. A saída impõe um mínimo de responsabilidade tributária e de contrapartidas, como lidar com a questão do funcionalismo e os repasses para os Poderes. No entanto, o germe do populismo que se multiplica em períodos eleitorais contaminou novamente a busca de uma saída sem sobressaltos. Para equacionar de vez o problema, Mato Grosso precisa ter consciência de suas fragilidades e demonstrar, sem picuinhas partidárias, disposição para enfrentar seus fantasmas e mitos, sem a sedução das falsas promessas. Sejam quais forem os próximos ocupantes do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa, é evidente que eles terão de adotar, em harmonia, medidas duras para administrar um orçamento exaurido e uma dívida crescente. A outra alternativa é seguir apregoando ilusões e se esquivar mais uma vez de recolocar Mato Grosso no caminho do desenvolvimento. Sejam quais forem os próximos ocupantes do Paiaguás e da Assembleia, é evidente que eles terão de adotar medidas duras

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