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Sexta-feira, 29 de Junho de 2018, 17h:20

Caminho do Brasil tem equipes eficientes

FÁBIO TAKAHASHI E LEONARDO DIEGUES
Da Folhapress – São Paulo
O Brasil e as seleções que estão em seu lado na chave da fase de mata-mata enfrentarão até a final não apenas equipes mais tradicionais como mais eficientes nesta Copa em chutes no gol e em posse de bola. Os confrontos das oitavas de final e o caminho das equipes até a decisão foram definidos . Do lado do Brasil, pentacampeão mundial, ficaram os bicampeões Argentina e Uruguai, além da França, com uma conquista. Do outro lado estão Inglaterra e Espanha, que venceram um Mundial. O peso da chave do Brasil também fica evidente se considerado o desempenho na Rússia. Cinco equipes se destacaram por controlar seus jogos: tiveram mais posse de bola do que os adversários e alto número de finalizações. Desses cinco destaques, quatro ficaram do mesmo lado na chave do mata-mata: Brasil, Bélgica, Uruguai e Argentina. Do outro, a Espanha está sozinha. Isto é, só enfrentará os até agora mais eficientes em uma possível final. A equipe europeia está entre as que mais finalizam e as que mais possuem posse de bola. Nenhum time nesse agrupamento tem essas características, o que, em tese, facilita sua forma de atuar. Uma das consequências desse agrupamento é que as quatro seleções terão mais dificuldades de manter seus estilos de jogo nos enfrentamentos. O Brasil, que está entre os times que mais chutam e mais têm posse de bola entre os classificados, começa a etapa de mata-mata contra o México. O rival brasileiro tende a não dominar a partida em termos de posse de bola e fica na média dos classificados em termos de finalizações. Pelo histórico, é uma partida em que o Brasil tem boas chances de impor seu estilo de jogo. Os mexicanos tiveram uma média de posse de bola na primeira fase exatamente igual à da Sérvia (47% dos toques), rival que o Brasil venceu por 2 a 0, em sua atuação mais tranquila até agora na Copa. O México começou a Copa surpreendendo a Alemanha, atual campeã. Com menos posse de bola, o time mostrou bons contra-ataques e venceu. Se passar de fase, o Brasil enfrenta o vencedor de Bélgica e Japão. Os belgas superam os asiáticos até agora no torneio, levando em consideração o domínio de jogo, por posse de bola e chutes ao gol. Numa eventual partida de quartas de final com a Bélgica, a equipe de Tite e Neymar enfrentaria pela primeira vez uma seleção que tem estilo de jogo parecido com a dela. Os dois times tendem a dominar a posse de bola (58% em média para o Brasil, 54% para os belgas) e estão entre os líderes em finalizações (ambos chutaram 34 vezes). Esses dados indicam que a defesa brasileira seria mais exigida do que na fase de grupos. As estatísticas mostram que o Brasil tem se portado bem defensivamente (é o que menos levou chutes em seu gol). Mas uma outra leitura pode acender um sinal amarelo. Na única partida da primeira fase em que a seleção ficou com menos posse de bola do que o adversário, o time apenas empatou. Foi contra a Suíça. Até agora Tite não fez mudanças na equipe. Antes do torneio, testou formações diferentes, que variaram de acordo com o rival. Contra times mais retrancados, escalou o quarteto ofensivo (Coutinho, Willian, Jesus e Neymar), como fez até agora na Rússia. Nas eliminatórias e em amistoso com a Alemanha, em março, usou formação mais conservadora, com três na frente e Renato Augusto ou Fernandinho reforçando o meio-campo.

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