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Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019, 09h:20

TÓQUIO 2020

De Uberaba a Nova York, com malas prontas para Japão

Campeão no Pan e classificado para Tóquio-2020, João Menezes quer ir para cima no qualifying do US Open

Após conquistar o Pan de Lima, o mineiro de Uberaba João Menezes celebrou a maior façanha da carreira com um abraço emocionado no pai, o oftalmologista Fabiano. Em quadra, o tenista de 22 anos impressionou os especialistas pela atitude. E é com essa postura que o medalhista de ouro se prepara para os próximos desafios. Nesta semana, o número 210 do mundo encara o qualifying do US Open, em Nova York. “Quero aproveitar ao máximo. Vai ser bem legal, meu primeiro Grand Slam como profissional. Quero ir para cima, sem colocar muita pressão de resultado”, disse.

Sete dias após o término da competição no Peru, o tenista enumera as conquistas no torneio: “Não dá para destacar o maior prêmio. Foram muitos: o reconhecimento do público, a vaga em Tóquio, o ouro, primeira vitória contra um top 60 (o chileno Nicolas Jarry, nas quartas de final), confiança e maior exposição para novos patrocínios”.

Para defender as cores do país na Olimpíada do ano que vem, João, que treina em Itajaí (SC) com o argentino Patricio Arnold, precisa estar no Top 300 no dia 8 de junho, o que não deve ser difícil para quem tem poucos pontos a defender.

Sinceridade é outra virtude do campeão em Lima: “Ainda não caiu a ficha de que vou para as Olimpíadas. Do Pan, até agora só assisti ao terceiro set da final [contra o chileno Marcelo Barrios]. Estava ruim para mim. Vendo de fora, pensei: não vou ganhar. O cara estava jogando melhor”, reconhece o tenista, que começou a jogar aos sete anos e tem três ídolos: o pai, o tenista Gustavo Kuerten e Ayrton Senna, dois campeões que triunfaram quando ele nem tinha nascido.Até se decidir pelo tênis, o mineiro praticou modalidades como basquete, futebol e vôlei.

“Sempre gostei de bola. Isso ajuda na coordenação motora, é importante para a criança se desenvolver”, disse.

Antes do Pan, a meta de Menezes era terminar 2019 entre os 200 melhores. Agora, é virar o ano no Top 150. A longo prazo, quem sabe, ser Top 20.

Objetivos, talento e juventude à parte, o mineiro superou duas adversidades que, por pouco, não o fizeram desistir do esporte. A primeira quando teve que ficar 11 meses longe das quadras após a terceira cirurgia no joelho esquerdo, no fim de 2016. A última, em 2018, quando, após 16 meses na Espanha, resolveu voltar a treinar e jogar no Brasil.

“Estava um pouco depressivo. Tive que tirar uns 40 dias para ficar em casa, me recuperando, principalmente a parte emocional com a família. Depois, tomei a decisão correta”, recorda Menezes, que não abre mão do violão e de ler ficção nas viagens mundo afora.

Atualmente, ele lê “As crônicas de gelo e fogo”, da série “Game of thrones", de George R.R. Martin. Jogar baralho, ver filmes e fazer churrasco são outros de seus hobbies.

Após o US Open, o campeão do Pan disputa dois challengers na Itália. Nos dias 13 e 14, estará na equipe brasileira que enfrenta Barbados, em Criciúma, em sua primeira Copa Davis.

“Será uma honra representar meu país mais uma vez. Quero ir fundo, com a mesma atitude do Pan”. Capitão do Brasil na Davis, Jaime Oncins conviveu com Menezes durante 10 dias em Lima e gostou: “Fazia tempo que não o via jogar in loco. É um jogador que se adapta muito bem, muito disciplinado, de grupo. O João estava sempre motivando, apoiando”.

A rápida adaptação é outra virtude do campeão panamericano. O filho de Fabiano e Fernanda Magalhães desembarcou em Lima, no saibro, dois dias após chegar à final do Challenger de Nova York, na quadra dura. 


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