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Cuiabá MT, Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020
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Sábado, 15 de Agosto de 2020, 00h:00

CINEMA

Academia Brasileira de Cinema anuncia comissão que indica filme nacional ao Oscar

Da Reportagem

A Academia Brasileira de Cinema (ABC) divulgou na últimaa quarta-feira (12) os nomes que integram a comissão responsável pela indicação do longa brasileiro que vai disputar uma vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2021, que será realizado no dia 25 de abril.

Compõem o time: Afonso Beato (diretor de fotografia), Clelia Bessa (produtora ), Lais Bodanzky (produtora e diretora), Leonardo Monteiro de Barros (produtor), Lula Carvalho (diretor de fotografia), Renata Magalhães (produtora ), Rodrigo Teixeira (produtor), Roberto Berliner (produtor e diretor) e Viviane Ferreira (diretora e roteirista). Nenhum dos nove escolhidos fez parte de comissões anteriores.

Dos nove integrantes, quatro também são membros da entidade responsável pelo Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Ampas). São eles: Afonso Beato, Lais Bodanzky, Lula Carvalho e Rodrigo Teixeira. Atualmente, 49 brasileiros fazem parte da instituição americana. A cerimônia do Oscar em 2021 está marcada para o dia 25 de abril.

Este ano, a Academia Brasileira recebeu uma carta da Academia de Artes e Ciências Cinemtográficas de Hollywood legitimando previamente sua futura decisão. Trata-se de um ato simbólico que fortalece um processo gradual de independência da entidade brasileira em relação à atuação do governo federal na dinâmica de seleção.

Até 2016, a escolha do filme brasileiro apto a uma vaga no Oscar era uma atribuição da Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Ministério da Cultura. A Academia Brasileira tinha direito apenas a duas vagas fixas dentre os membros da comissão. Naquele ano, gerou polêmica a escolha de "Pequeno Segredo", em detrimento do premiado "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho. À época, o cineasta chegou a afirmar que seu longa havia sofrido uma "retaliação política".

No ano seguinte, após um acordo com o então ministro da Cultura do governo Temer, Sérgio Sá Leitão, a Academia passou a ser responsável pela formação da comissão, mas ainda sob supervisão da Secretaria do Audiovisual.

Para Jorge Peregrino, presidente da entidade, essa solidificação dos laços entre as duas Academia é de suma importância.

“É um espaço que foi ocupado pelos governos, mas não havia qualquer determinação de que deveria ser assim. Natural que a Academia ganhe esse papel de protagonismo, assim como o de entidades similares ao redor do mundo”, analisa Peregrino, que assumiu o cargo após a morte do ex-presidente, o cineasta Roberto Farias, em 2018.

Agora, é iniciado o processo de análise das obras, que terá seu prazo prolongado, em razão da pandemia de coronavírus. A comissão poderá selecionar longas lançados entre 1º de outubro de 2019 e 31 de dezembro de 2020. Até o ano passado, a data limite de lançamento era 31 de outubro do ano anterior à cerimônia do Oscar.

Outro critério modificado pela Ampas abrange justamente a logística de estreia dos filmes concorrentes. Obras que tinham plano de lançamento em salas de cinema, mas optaram pelo VoD por causa da pandemia, estão aptas para inscrição. Porém, filmes que venham a ser lançados após a reabertura das salas e que buscam a disputa deverão ser exibidos na tela grande por, pelo menos, sete dias consecutivos e com venda de ingressos.

Apesar de ter sido prejudicado frontalmente pelo fechamento do parque exibidor, o calendário de estreias nacionais ainda garante apostas de peso até o fim do ano, como "Marighella", de Wagner Moura, previsto para chegar aos cinemas em 19 de novembro, e "A febre", de Maya Da-rin, grande vencedor do Festival do Rio de 2019, cujo lançamento está programado para o dia 24 de setembro.

Para o presidente da Academia Brasileira de Cinema, a pandemia não conseguiu enfraquecer a safra de filmes, e ainda trouxe ao centro do debate alguns temas que eram evitados dentro do setor audiovisual.

“Fomos obrigados a repensar o encurtamento de janela entre exibição nos cinemas e VoD, lugar antes ocupado pelo home vídeo”, aponta Peregrino, que no momento se dedica à edição de 2020 do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, cuja realização foi suspensa pela pandemia.

 


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