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Cuiabá MT, Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020
ILUSTRADO
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016, 19h:56

NOVATO

O engenheiro da música

Com seu violão, o cantor e compositor Raphael Koury vem abrindo um espaço nobre para a sua música em Mato Grosso

BEATRIZ SATURNINO
Da Reportagem
Primeiro veio a paixão pelo violão, ainda criança, anos mais tarde pela banda e,no momento, se envereda nos encantos dos instrumentos clássicos que compõe seus shows em parceria com a Cia Sinfônica. Ainda, não estranhe se além dos palcos o vir num canteiro de obras. Sim, ele também é engenheiro civil e sobra tempo para ser músico, e dos bons! Raphael Koury é daqueles excêntricos e poucos multifacetados que conseguem conciliar numa boa duas profissões, pois não é fácil viver somente da música quando não se está no mainstream. No ano passado foram 80 shows, sendo grande parte com a Cia Sinfônica e 2016 já começou bem agitado e na agenda já tem shows fechados para até dezembro. Para o público que quiser assisti-lo, em março, ele se apresentará no Malcom Pub e na Casa do Parque, uma oportunidade de conhecer seu trabalho. “Graças a Deus eu não sou escravo da música, pois tenho a minha profissão paralela. Isso me ajuda a ter escolhas mais sensatas, uma vez que não sou refém da profissão músico. Então eu posso me dar ao luxo de focar em poucos porém grandes eventos, e melhorar a minha produção”, pontua Raphael Koury. E com esse pensamento que o músico se tornou parceiro da Cia Sinfônica, tendo em mente algo novo. Após retornar de uma temporada nos Estados Unidos, na cidade totalmente musical que é São Francisco, veio com a ideia de fazer o pop rock com instrumentos musicais, o que lhe rendeu um show belo e impecável. O resultado é a apresentação de um pop rock dançante e o do pop lounge, onde leva instrumentos clássicos, como piano de cauda, violoncelo e baixo acústico. A mãe de Raphael, a psicóloga Sônia Koury, é uma enciclopédia musical, daquelas que tinha coleção de vinis e CD’s, o que acabou por incentiva-lo a gostar de música. Quanto ao violão, nasceu dele a vontade de tocar o instrumento. Nada induzido, seu primeiro contato com o violão foi aos 6 anos de idade, na escola, que oferecia recreação musical, mas foi por pouco tempo. Logo depois, como é natural, o canto veio junto, principalmente quando voltou a tocar sozinho, com o apoio de revistas de cifras, aos 10 anos de idade. E foi assim até os seus 20 anos. Autodidata, sua primeira experiência com banda começou de uma forma desinteressada. Sem nome, foi montada com uma galera da turma da sala de aula, que se juntou para fazer shows de rock nos intervalos a um grande público de estudantes do colégio Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá. “Sabe aquela sensação boa, de querer aquilo para o resto da vida? Ali eu falei: eu quero ser músico para sempre! Foi uma energia diferente”, conta. Ali nasce o músico Raphael Koury voz e violão, acompanhado de banda, que é como hoje acontece. Foram dois anos de banda na escola, só brincando de ser músico na semana cultural, se envolvendo com a pastoral, além dos shows nos intervalos. Sempre amante dos estudos soube conciliar muito bem a escola com a música, que era seu lazer. O que talvez lhe doutrinou a ter a vida profissional organizada e de sucesso que ele tem hoje. Bem, e como foi a evolução disso? Nos 20 e poucos anos, novamente numa instituição de ensino, agora na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a proposta de banda continuou, porém mais amadurecida, com a banda “Mamata”. Foi quando a ideia saiu do campus e partiu para os bares e festas particulares, com cover do MPB, Pop Rock nacional e internacional. A Mamata já abriu show nacional, que no ano passado aconteceu, com o Biquíni Cavadão. Na época de faculdade Raphael fez um curso de Harmonia e Improvisação e Técnica Vocal, momento que lhe sobrou tempo para a música sem a cobrança de passar no vestibular. Já são oito anos de banda e recentemente a proposta do nome Raphael Koury foi que tomou uma dimensão maior que a Mamata, em virtude da parceria com a Cia Sinfônica. E agora deu início a um projeto autoral com algumas composições próprias, cuja meta é gravar o material neste primeiro semestre. Enfim, quem é Raphael Koury? Com 30 anos, e somente nascido em Goiânia, pois onde sempre fez morada mesmo foi em Cuiabá, é muito pé no chão, focado, batalhador, sonha muito, é família e solteiro. Extremamente perfeccionista, como ele mesmo frisa, mas ao mesmo tempo aberto ao conhecimento, adora se relacionar e por isso tem um bom relacionamento com o público. Sem contar do carisma e das amizades sinceras que ele cultiva.

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