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Cuiabá MT, Terça-feira, 07 de Julho de 2020
ILUSTRADO
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016, 20h:20

OPINIÃO

O pertencimento na Constelação Familiar

ELUISE DORILEO
Especial para o DC Ilustrado
A Constelação Familiar criada pelo terapeuta alemão Bert Hellinger nos anos 70, que ajuda a identificar e resolver bloqueios familiares que de alguma forma estão obstruindo os campos de energia pessoal de um individuo, segue três Leis sistêmicas ou do amor que são Hierarquia; Pertencimento e Equilíbrio de Troca, o que dá e recebe. E as Leis Sistêmicas exercem papel fundamental no equilíbrio e manutenção do sistema familiar. Bert diz que todos têm o igual direito de pertencer, todos pertencem ao sistema familiar independente de sua conduta. Perde a credibilidade, mas não o direito ao pertencimento, ou seja, não vai deixar de pertencer a sua família por ter cometido um assassinato, por exemplo. Pode perder a credibilidade, confiabilidade e até sua proximidade dos familiares, mas não tiram seu pertencimento a aquela família, mesmo sendo um inconveniente e uma vergonha para a família. No entanto, essa “ordem” demonstra que quando um membro de uma família é excluído pelos outros, isso cria um efeito negativo em todo seu sistema familiar. Percebe-se que esse comportamento reprovável reaparece em alguma das gerações seguintes como netos e bisnetos. Ou também, na forma de um problema de relacionamento entre membros como irmãos ou um casal. Também causa alteração no sistema familiar, quando uma pessoa que não faz parte da família como uma ex-namorada, por exemplo, é prejudicada por um membro como abandonada ou trocada por outra. A energia de essa exclusão pode atuar sobre os filhos do novo casal. Um filho se comporta de modo “inapropriado” tendo ciúme de um dos pais, ou tendo mal comportamento em casa, ele pode estar sofrendo os efeitos daquela mãe que foi deixada de lado em favor da união dos pais. Podemos entender que seria quando a felicidade de alguém foi fruto da infelicidade de outro. Precisamos incluir essa pessoa no sistema através do reconhecimento de sua existência e importância em um dado momento do sistema para que as coisas encontrem a ordem e se faça uma reconciliação pacífica entre todos. Muitas famílias se libertam de coisas dolorosas do passado que ficaram guardadas em alguma história de seus antepassados. Coisas que só na constelação familiar são reveladas. Eluise Dorileo é psicóloga,terapeuta familiar com especialização em Constelação Familiar.

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