NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 11 de Julho de 2020
ILUSTRADO
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019, 17h:20

INTERNET-PODCASTS

Podcasts ganham popularidade com linguagem bem semelhante ao rádio

LEANDRO-VIEIRA
Da Folhapress - São Paulo
Programas parecidos com atrações de rádio disponibilizados na internet, que podem ser ouvidos no celular, estão ganhando espaço e caindo no gosto das pessoas. São os podcasts. Se no começo o alvo eram os ouvintes mais jovens, agora a novidade faz sucesso também entre mais velhos. "O podcast é melhor do que um vídeo do YouTube, por exemplo, porque você pode ouvi-lo enquanto faz outras coisas. Eu ouço enquanto estou lavando louça ou levo o meu cachorro para passear", diz o contador Maurício Birochi, 47. Ele começou a ouvir podcasts em 2005. "Hoje, você encontra uma variedade enorme de temas abordados, como ciência comentada de forma acessível e programas sobre música." Birochi, que faz curso de desenvolvimento de sistemas, também usa o recurso para aprender. Para o designer gráfico Julio Costa, 51, que ouve podcasts há seis anos, a vantagem desse conteúdo é a linguagem fácil e acessível. "Os programas fazem você se sentir dentro daquela conversa. É uma comunicação muito gostosa. Se você ouve um, automaticamente quer conhecer outros", diz. Para especialistas, é esse clima de conversa entre amigos o diferencial da atração. A ABPod (Associação Brasileira de Podcasters) realizou, em parceria com a emissora de rádio CBN, pesquisa com produtores e ouvintes, divulgada em outubro, com 23 mil participantes. "É notório o crescimento dos podcasts no Brasil. O nome já não é mais bicho de sete cabeças, e as próprias emissoras de rádio citam. Além disso, a popularização do smartphone [celular com acesso à internet] e o surgimento do Google Podcasts [aplicativo de pesquisa no celular para usuários do sistema Android] fazem com que ele esteja cada vez mais acessível", diz Luciano Pires, presidente do ABPod e criador do podcast Café Brasil. "Com sua popularização, as pessoas começarão a usá-lo também para se expressar", completa Thiago Valadares, diretor da Seven Grupo Digital. O jornal Folha de S.Paulo lançou o podcast Café da Manhã, na plataforma Spotify. De segunda a sexta, a partir das 6h, o programa aborda, de forma leve e direta, os assuntos mais relevantes do dia. Também da Folha, o Presidente da Semana conta a história dos presidentes do Brasil. PRODUÇÃO - A profissionalização para quem produz os podcasts ainda é um assunto complicado. Kelly Stein, por exemplo, que comanda o Coffea (que fala sobre o universo do café), dedica-se somente a esse trabalho, que tem como recursos doações dos ouvintes. Bem em um estilo de um canal de rádio amador. "Eu consigo dinheiro cobrando cachês em eventos e por meio de contratos estabelecidos com feiras. Além disso, nós vamos entrar para o Padrim [plataforma na internet de financiamento coletivo]", afirma Kelly. Apaixonada pelo assunto café, ela ainda aborda em seu programa outros temas, como movimentos feministas dentro da agricultura cafeeira. "O café é somente uma desculpa para a gente fazer uma revolução. Há uma série de aspectos que podem ser abordados a partir daí", complementa. Já o Ultrageek, que trata do mundo popular, é um exemplo pioneiro de podcast produzido de forma profissional, que já se sustenta por patrocínios há sete anos. "Abrimos as portas para mostrar o nosso conteúdo para as marcas e estamos atentos aos seus lançamentos, em especial na área de tecnologia", explica um dos sócios, Maury Menezes. Produzido por Martha Lopes e Marcella Chartier e realizado ainda de forma amadora, o podcast Mãezonas da P... trata dos mais variados temas que podem fazer parte da vida de uma mãe. "Somos amigas há bastante tempo e sempre conversamos sobre a maternidade. Vimos que as mães, por conta das suas tarefas, precisam receber um conteúdo prático, o que o podcast pode fazer. Elas conseguem ouvir um programa enquanto amamentam, por exemplo", detalha Martha. E também ressalta a proximidade com o ouvinte que o podcast gera. "Nós falamos de tudo e isso gera um contato mais afetivo com os nossos ouvintes", complementa. As duas também aproveitam para aprender: Martha tem filhos de oito e dois anos. Já Marcella possui uma filha de um ano e um menino de seis.

Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
O que você achou da decisão da Justiça de decretar lockdown em Cuiabá e VG?
Acertada
Demorou
Antes tarde...
Tanto faz
PARCIAL