Diario de Cuiabá

Terça-feira, 05 de Janeiro de 2016, 21h:50

Bom Futuro confirma operação e diz gerar emprego e renda

MARCOS LEMOS
Da Reportagem

Apontado como um dos principais beneficiados pelo PSI – Programa de Sustentação de Investimento onde foram liberados entre 2009 e 2014 R$ 362 bilhões, o Grupo Bom Futuro do empresário Erai Maggi, conhecido como maior produtor de soja individual do mundo, captou R$ 297,6 milhões com juros menores do que a inflação. O fato das operações terem sido subsidiadas pelo Governo Federal acabou resultando em prejuízos da ordem de R$ 214 bilhões, segundo cálculos oficiais, pois a União não tinha recursos próprios para bancar a diferença entre o juro cobrado e a inflação medida no ano. Entre os principais e maiores devedores do PSI estão a Norte Energia + CCBN com R$ 4,061 bilhões; a Petrobras com R$ 3,999 bilhões; Raizen Energia + Rumo Energia com R$ 3,692 bilhões; Fiat Chrysler com R$ 3,043 bilhões e Vale + VLT Multimodal com R$ 3,025 bilhões. O Grupo Bom Futuro, presidido por Erai Maggi e os irmãos Elusmar e Eliseu, comanda uma estrutura produtiva em cima de 500 mil hectares de terra por safra e emprega mais de 6 mil funcionários em diversas propriedades em Mato Grosso e anualmente é responsável pela aquisição de ate 100 máquinas e equipamentos. Segundo a assessoria de imprensa do Grupo Bom Futuro, assim como foram contratados empréstimos que são rigorosamente pagos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, também foram feitas operações financeiras em outras instituições bancárias, sendo que todas elas são tecnicamente avaliadas e exigem garantias reais, quando não penhor ou hipoteca das propriedades. Lembra a assessoria do Grupo que são necessários muitos equipamentos e máquinas para se promover o plantio e a colheita em 500 mil hectares e que isto gerou emprego e renda tanto no campo quanto nas cidades e principalmente nas indústrias de implementos agrícolas. Os diferentes empréstimos realizados pelo Grupo Bom Futuro preveem pagamentos mensais, semestrais e anuais, dependendo dos equipamentos que também são usados como garantia. A assessoria do Grupo Bom Futuro informou ainda que existem penalidades pela inadimplência como multas e juros e dificuldades para obtenção de novos empréstimos que são rotineiros no setor produtivo, sem contar que o Bom Futuro também realizou operações financeiras com outras instituições em maior valor do que o realizado através do BNDES pelo PSI.

Fonte: Diario de Cuiabá

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