Diario de Cuiabá

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2019, 17h:38

Servidores desocupam plenário da AL após 36 horas

Os servidores públicos estaduais desocuparam o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na noite de quarta-feira (23), por volta das 21h45. A decisão foi tomada após votação da maioria dos trabalhadores, segundo o Fórum Sindical. A desocupação ocorreu quase 36 horas depois dos servidores tomarem conta do local para tentar barrar a votação do pacote de medidas do governador Mauro Mendes (DEM) que visa, principalmente, o corte de gastos e o equilíbrio das contas públicas. Aproximadamente 50 servidores dormiram no plenário na noite de terça-feira (22), a fim de impedir que os parlamentares usassem, inclusive, a força da Polícia Militar contra a entrada deles na Casa no dia seguinte. De acordo com o sindicalista Oscarlino Alves, representante do Fórum, a saída dos trabalhadores da Assembleia ocorreu de forma pacífica. "Após um debate caloroso, as centenas de trabalhadores que ainda se encontravam aqui decidiram, por voto da maioria absoluta, pela desocupação imediata. Os servidores fizeram a desocupação do plenário de forma pacífica", afirmou, em comunicado à imprensa. Logo após a saída dos servidores, a Polícia Militar fez uma vistoria no local. Segundo Oscarlino Alves a ocupação do plenário da Assembleia Legislativa pelos servidores públicos cumpriu seu objetivo: “Nossa ocupação é emblemática, simbólica. Saímos ontem com o objetivo e missão cumprida. Em qualquer tipo de ação sindical de luta, você tem um princípio, um meio e um fim. E nós cumprimos com nosso objetivo que era chamar atenção para a gente poder discutir, abrir uma mesa de negociação”, disse. Os servidores desocuparam o plenário após oito deputados de oposição conseguirem emplacar emendas em três projetos de lei encaminhados por Mendes. Conforme a deputada Janaina Riva (MDB), os parlamentares de oposição incluíram emendas nos projetos sobre o MT Prev, a Lei de Responsabilidade Fiscal estadual e a Revisão Geral Anual (RGA). Neste último caso, a emenda prevê um gatilho para se rever a possibilidade de conceder a RGA em dois anos. “Conseguimos uma emenda na LRF, artigo 29, que mantém as promoções e progressões, que acho que era maior dificuldade dentro da LRF. O gatilho conseguimos até dois anos”, disse a deputada Janaina Riva aos servidores. Uma das principais demandas dos servidores é para que o Legislativo retire da pauta os projetos que tratam da RGA, do MT Prev e o da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estadual.

Fonte: Diario de Cuiabá

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