Diario de Cuiabá

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2019, 17h:36

Felipão se irrita com Deyverson, mas elogia esforço

RAFAELA CARDOSO
Da Folhapress – São Paulo

Sai ano, entra ano e Deyverson permanece o mesmo. Tanto no jeito singular de agir, sendo sincero até demais, quanto na forma decisiva de ajudar o Palmeiras. O camisa 16 foi o autor do gol que garantiu a vitória alviverde contra o Botafogo, no Allianz Parque, pela segunda rodada do Paulistão. Mas, mesmo assim, acabou levanto bronca do técnico Felipão por tentar uma gracinha a mais em um lance em que acabou perdendo um gol. "Ele foi bem no jogo. Mas, quando tem de matar, tem de matar. Ele não é habilidoso para drible. Ele tem de fazer gol. Se sabe fazer gol, faça o gol. Às vezes, porque faz gol, esquece que está jogando e, em uma bola, pode jogar o trabalho fora", esbravejou o treinador. No lance, o atacante ficou cara a cara com o goleiro, mas tentou driblá-lo e deixou de ampliar o marcador. Apesar do vacilo do jogador, o gaúcho reconheceu que ele é dedicado. "Ninguém disputa como ele no jogo, talvez o Felipe Melo. O Deyverson tem uma vontade incomum. E foi razoavelmente bem", afirmou. Neste início de temporada, apenas Borja e Deyverson, dois concorrentes, foram às redes. "Eles não são adversários. Estão sempre juntos, conversando, brincando. Acho legal o bom ambiente de disputa. Interessante para o Palmeiras, que um fez gol num jogo e outro no outro." Apesar das polêmicas em que se envolveu, expulsões e até mesmo da bronca ao vivo de Felipão, que arrancou seu atleta durante entrevista pós-jogo, Deyverson já provou a sua importância. No ano passado, mostrou-se fundamental e fez a diferença em jogos decisivos. O gol do título palmeirense no último Brasileirão foi anotado pelo camisa 16, em São Januário, diante do Vasco. Outros dois gols podem ser facilmente lembrados pelos torcedores palmeirenses. O primeiro, na vitória contra o Corinthians, pelo segundo turno no Nacional, que contou com polêmica graças a uma "piscadinha" do atleta em direção ao banco de reservas do rival. Dos pés dele também saiu o segundo tento no triunfo sobre o São Paulo (2 a 0), no Morumbi. A vitória derrubou um tabu de 16 anos sem vitórias na casa do rival e ainda impediu que o adversário retomasse a ponta da tabela. CARLOS EDUARDO A estreia de Carlos Eduardo pelo Palmeiras foi nervosa, apesar de vitoriosa. O jogador, que entrou no segundo tempo, errou muitos passes e acabou ouvindo broncas de Felipão em certos momentos. Apesar disso, o camisa 37 superou e tentou fazer o que o chefe pediu: ir para cima do adversário. Foi dessa forma, aliás, que o estreante sofreu pênalti - Bruno Henrique desperdiçou a cobrança. "Estou feliz por ter estreado com uma vitória, sempre bom começar ganhando. A ansiedade da primeira partida existe, assim como os erros, que agora precisam ser corrigidos para que não aconteçam mais", disse o atleta após a partida. "Eu me considero um jogador de velocidade, que gosta de ir pra cima, e é isso que vou procurar fazer, desempenhando aquilo que o professor Felipão pedir", completou Carlos Eduardo. Ao se sentir mais à vontade em campo, o jogador melhorou e conseguiu desempenhar um futebol de maior qualidade. Felipão deseja que ele arrisque dribles. "O que eu quero dos meus jogadores é identidade. Ele foi contratado para aquilo que sabe fazer. O que sabe? Um contra um, driblar, partir para cima, fazer a jogada individual, que é aquilo do que eu preciso. Em alguns lances preferiu passar a bola", advertiu o técnico.

Fonte: Diario de Cuiabá

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