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POLÍCIA
Terça-feira, 07 de Maio de 2019, 01h:50

MORTE DE BANCÁRIA

CFM mantém cassação de registro do Dr. Bumbum

O Conselho Federal de Medicina (CFM) manteve a cassação do registro profissional do médico Denis Cesar Barros Furtado, mais conhecido como “Dr. Bumbum”. Ele foi acusado pela morte da bancária moradora de Cuiabá, Lilian Calixto, 46 anos, após um procedimento estético, em junho do ano passado, no Rio de Janeiro. Com a decisão, o médico ficará impedido de exercer a profissão em todo o território nacional.

Como essa é a última etapa do processo, não cabe mais recurso contra a medida no âmbito dos conselhos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 30 de abril. Em janeiro passado, a Justiça concedeu um habeas corpus ao médico. Na decisão, os magistrados resolveram substituir a prisão por medidas cautelares como proibição de deixar o Rio de Janeiro sem autorização da Justiça e de sair de casa à noite.

O médico também precisa se apresentar periodicamente à Justiça e não poderá manter contato com outros investigados no caso. O doutor Bumbum responde a processo por homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa. Também são réus no processo a mãe dele, Maria de Fátima Barros Furtado, que também é médica; a secretária Renata Fernandes e a técnica de enfermagem Rosilane Pereira da Silva.

De acordo com o Ministério público, Lilian Calixto saiu de Cuiabá para fazer uma bioplastia nos glúteos na capital fluminense. O procedimento foi realizado no apartamento de Denis, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A bancária teve complicações e foi socorrida pelo próprio Denis para um hospital particular também na Barra. Ele a deixou na unidade e foi embora em seguida. Lilian Calixto chegou em estado extremamente grave, mas ainda com vida, ao hospital. Ela foi atendida, mas não respondeu às manobras de recuperação e morreu horas depois.

Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), a bancária morreu de embolia pulmonar, quando o fluxo sanguíneo do pulmão é interrompido. Em depoimento à polícia, o médico admitiu que aplicou cerca de 300ml de PMMA – um derivado do acrílico – na paciente. O produto tem uso permitido pela Anvisa, mas em pequenas quantidades. 


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