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POLÍCIA
Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016, 20h:58

INVESTIGAÇÕES

Colega encomendou morte de taxista

A Polícia Judiciária Civil de Colíder (650 km ao Norte) esclareceu e concluiu em dez dias as investigações do homicídio qualificado praticado contra o taxista Oseias Duarte, no Terminal Rodoviário da cidade. Apurou-se que um homem identificado apenas pelas siglas L.C.C. -- conhecido como Kaká (taxista e colega de trabalho da vítima) -- juntou-se ao ex-presidiário, com passagem criminal por estupro, e atual convivente da ex-mulher do assassinado e, juntos, encomendaram o assassinato de Oseias na tarde de terça-feira (18) retrasada. Esse atual marido da ex da vítima foi identificado pelas iniciais L.H.G.L. Os dois teriam pagado pelo crime com drogas ilícitas (um tablete de aproximadamente um quilo de pasta-base de cocaína, mais um tablete e meio de maconha, aproximadamente um quilo e meio). Esse material foi apreendido na cidade de Sinop (distante cerca de 500 km ao norte de Cuiabá) sob a posse de dois adolescentes em dois dias diferentes. Primeiro foi apreendida, no dia 20, pela Força Tática da Polícia Militar, a maconha e uma motocicleta utilizada no crime. Depois, já no dia 21, foram apreendidas a pasta-base, os tênis e uma pistola 9mm, utilizados no crime. Apurou-se que menores infratores executaram a vítima com pelo menos cinco disparos de pistola semiautomática do referido calibre. Assim que foram apreendidos, os adolescentes confessaram que Kaká teria ligado para o menor W.H., 17 anos, e dito que a vítima estava oferecendo R$ 5 mil para quem quisesse matar Oseias porque ele tentado matar o cunhado dias antes. Os mandantes negam qualquer participação e auxílio no crime em depoimento. Todavia, ao serem submetidos a técnicas de entrevista e interrogatório, foi possível vincular a conduta dos mesmos à dos menores infratores. As investigações apontaram, ainda, que o taxista Kaka teria mostrado fotografias da vítima e ajudado os criminosos a alugar uma residência na cidade de Colíder antes dos fatos. O suspeito L.H.G.L. e Kaká teriam dado fuga aos menores infratores até a chácara do suspeito L.H.G. logo após a prática do homicídio. O menor W.H. possui inúmeras passagens por tráfico de drogas e roubos majorados na cidade de Sinop. O delegado de polícia Ruy Guilherme Peral da Silva concluiu as investigações e indiciou os suspeitos L.C.C. (Kaká) e L.H.G.L. pela prática de homicídio qualificado, corrupção de menores e tráfico ilícito de drogas. Todos estão presos preventivamente.

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