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POLÍCIA
Terça-feira, 01 de Novembro de 2016, 19h:40

CORRUPÇÃO

Homem é condenado por oferecer propina

Rapaz ofereceu R$ 2 mil a policiais da Rotam para evitar uma prisão, após ser flagrando guardando um veículo roubado

Rafael Costa
Da Reportagem
A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda, condenou a dois anos e quatro meses de prisão Gabriel Agnello Wallauer dos Santos, por oferecer dinheiro a policiais da Rotam para evitar uma prisão. Ele teria sido flagrado guardando um veículo roubado, o que configurou crime de corrupção ativa. No entanto, a pena foi substituída por outras duas medidas restritivas de direito, que são a prestação de serviço comunitário e recolhimento domiciliar no período noturno aos sábados e domingos, das 23h às 6h. Conforme descrito nos autos, o Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia criminal em 11 de fevereiro de 2014 e narra que, no dia 2 do mesmo mês e ano, os policiais militares da Rotam Kessia Adriane Ferraz Gasparoto e Adilson Santana Tercis realizavam rondas em Cuiabá, quando foram acionados para dar apoio à Inteligência no cumprimento de diligência na residência de Gabriel Agnello, pela suspeita de sua participação em esquemas em fraudes relacionadas ao Finam. Ao chegar ao bairro São Mateus acompanhado de outros dois policiais militares, iniciaram buscas por documentos e objetos na casa de Gabriel Agnello. Na ocasião, os PMs localizaram e apreenderam vários documentos, dentre os quais o de veículo Ford Fiesta, placa OBD-6875, e a respectiva Nota Fiscal. Em checagem ao sistema Sinesp Cidadão, apurou-se que a documentação se referia a veículo que possui restrição de “veículo roubado”. Os policiais ainda encontraram um alicate de pressão, uma chave Philips e uma chave de boca. Diante das provas, que aumentavam a suspeita de sua participação em crimes, Gabriel Agnello teria oferecido propina aos policiais, na quantia de R$ 2 mil. No entanto, a autoridade policial deu voz de prisão a Gabriel Agnello, providenciando seu encaminhamento à delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. Na oportunidade, ele negou a oferta de propina e disse que a documentação dos veículos pertencia a um amigo. Na decisão, a magistrada cita que o depoimento dos policiais militares da Rotam, bem como de outras testemunhas, atestaram que houve a oferta de propina, o que motivou a condenação. “A palavra dos policiais é suficiente para a condenação, eis que se apresenta coerente, desde a fase inquisitorial, até as oitivas realizadas neste Juízo, não existindo motivos para desconsiderá-las, e mesmo que o crime não tenha sido cometido dentro da Delegacia de Polícia, não há quaisquer motivos para não se considerar como válidos os testemunhos prestados pelos policiais, questão inteiramente pacificada na jurisprudência”, diz um dos trechos.

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