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POLÍCIA
Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016, 20h:57

VIOLÊNCIA

Homem mata esposa e conta à família

Um homem cuja identidade não foi divulgada é o principal suspeito de assassinar sua convivente e logo em seguida comunicar a família via WhatsApp

Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
Um homem cuja identidade não foi divulgada pela polícia “por questões de investigação”, de 27 anos, é o principal suspeito de assassinar sua convivente Elane Francisca Miguins Santos, aos 27 anos, na tarde de domingo (30) e logo em seguida comunicar a família via WhatsApp sobre o ocorrido. O crime aconteceu na cidade de Alta Floresta (800 quilômetros ao Norte de Cuiabá). De acordo com as informações da Polícia Civil, o suspeito foi identificado e já está sendo procurado pela polícia, pois a família repassou o áudio gravado pelo virtual homicida e enviado pelo software de mensagens instantâneas. O detalhe macabro é que o suposto criminoso mandou o arquivo de voz para o grupo da família da vítima. Chorando, pede perdão por ter feito o que fez. Apesar das desculpas, fugiu na sequência. De acordo com o delegado Rodrigo Bastos, “o homem disse que tinha atirado nela e pediu perdão aos familiares”. As informações sobre o suposto matador dão conta de que ele já fora condenado a três anos de prisão por tráfico de drogas em junho deste ano mas estava em regime semiaberto. Também seria campo-grandense (capital do Mato Grosso do Sul). Segundo as forças policiais, a manutenção do nome do suspeito em segredo é porque a investigação ainda está em desenvolvimento e ainda não se tem uma ideia da motivação do crime. Isso leva à necessidade de conclusão das apurações para então ser pedida a prisão preventiva do homem. CUNHADA -- Quem encontrou o cadáver de Elane foi a cunhada dela, irmã do suspeito de homicídio, J.C.S. Aos policiais, J. afirmou não ter a mínima ideia de o porquê seu irmão teria feito o que fez, pois este era afastado dos familiares. J. também contou que esteve com a cunhada em um clube, mas ela resolveu voltar para casa um pouco antes do fim do dia, perto das 16h. Lá, iria esperá-la. Dito e feito, J. foi para a casa do irmão e da vítima perto do fim do dia. Notou, entrementes, que havia algo errado, pois percebeu a janela da frente aberta. Foi até esta e chamou por Elane várias vezes. Em vão. Decidiu então pular a janela e seguiu residência adentro; alguns passos depois, avistou Elane caída no chão. Assustada, chamou a Polícia Militar. Também foi ela quem confirmou a versão da autoria do feminicídio, pois teria, além disso, ouvido a gravação onde o irmão confessa responsabilidade pela morte da convivente. Ele teria dito, no entanto, que tudo fora “um acidente”, que “não teria feito aquilo” e que “tinha estragado a família”. O virtual assassino e Elane estavam juntos há 13 anos, de acordo com J., e eram pais de um menino de oito anos. Depois de liberado pela Politec, o corpo foi para o Instituto Médico Legal de Sorriso, onde foi velado na segunda-feira (31). O responsável pela investigação em Alta Floresta é Israel Pirangi, da Delegacia Municipal.

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