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POLÍCIA
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 20h:07

INVESTIGAÇÃO

Homicida paraense é preso em Colniza

Um criminoso foragido da Justiça foi preso em Colniza (1.065 km a Noroeste) depois de 19 anos, do assassinato da cunhada e do pai dela, no município de Novo Progresso, no Estado do Pará. O crime aconteceu no dia 22 de dezembro de 1997 e o suspeito, o pecuarista, Valecir Hoffmann, 58 anos, somente teve o mandado de prisão cumprido no dia 18 de novembro de 2016, pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. O pecuarista e mais cinco pessoas estão denunciados pelo duplo assassinato de Rozeli Capelari Bordim, 28 anos, e seu pai Vital Capelari Bordim. A moça era casa com o irmão falecido do suspeito e herdou a fazenda “Serra Azul”, que motivou os assassinatos no dia 22 de dezembro de 1997. Segundo denúncia do Ministério Público de Novo Progresso, naquele dia, na propriedade havia outros dois adultos e três crianças pequenas, sendo um o filho da vítima Rozeli. Todos tinham acabado de almoçar quando foram surpreendidos por homens armados, que invadiram a fazenda pelos fundos e entraram efetuando disparos. O grupo era comandado por Valecir Hoffmann e seu irmão Juarez Hoffmann, que segue foragido. Ambos eram conhecidos como os irmãos “Gringo” e “Pingo” e chegaram à fazenda afirmando estarem procurando por Rozeli e Vital e pediram as demais pessoas para saírem do local. As duas vítimas tentaram fugir, mas foram brutalmente assassinadas com diversos tiros efetuados pelo bando de homicidas, que estava armados com espingardas e revólveres de calibres diversos. Conforme a denúncia do MP “tudo decorreu de uma acirrada disputa pelo acervo hereditário de Jaci Hoffmann, irmão de ‘Gringo’ e ‘Pingo’, falecido no mês de junho 1997, que viveu em concubinato com Rozeli, com que teve um filho de quatro anos”. O litígio da posse dos bens, em sua maior parte de propriedades rurais e máquinas agrícolas, já estava tramitando na Vara Especializada da Comarca, onde tinha ocorrido audiência no dia 17 de dezembro de 1997, dias antes do duplo homicídio. Depois do crime, o pecuarista adquiriu uma fazenda no Distrito de Guariba, distante 175 quilômetros de Colniza. Em Mato Grosso casou com a filha de um sitiante e comprou bens como caminhonete, motocicletas e 1.100 cabeças de gado. Por ser foragido, colocou a propriedade e os bens em nome da mulher, de quem recentemente se separou. Foi justamente a separação que acabou ajudando os policiais civis da Delegacia de Colniza a identificar o histórico do fazendeiro, que levantava suspeita por não ter nenhuma propriedade em seu nome e também não aparecia nos sistemas de consulta de informações, mesmo tendo ordem judicial decretada desde 2002. O mandado foi enviado à Delegacia, após os policiais entrarem em contato com a comarca de Novo Progresso. O pecuarista foi preso após deixar o cartório da cidade.

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