NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
POLÍCIA
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016, 20h:29

OPERAÇÃO GRENÁ

Juíza nega liberdade a membros do CV

A revogação da prisão preventiva de 14 réus, supostamente ligados ao Comando Vermelho em Mato Grosso, foi negada pela juíza Selma Arruda

RODIVALDO RIBEIRO
Da Reportagem
A revogação da prisão preventiva de 14 réus supostamente ligados ao Comando Vermelho em Mato Grosso, acusados de crimes como sequestro, assalto a banco, homicídio e tráfico de drogas e armas foi negada pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, no último dia quatro de novembro. No documento de negativa assinado pela juíza, constam os nomes de Luiz Fagner Gomes Santos, apontado no processo como o tesoureiro do CV local; João Luiz Baranosk, supostamente um dos líderes da facção na região norte de Mato Grosso; Eduardo dos Santos Bravo, apontado como colaborador, além de Bruno da Rocha, Jhonatan da Silva, Edivaldo da Silva Bulhões, Wellington de Oliveira, Sidney Bittencurt, Rhuyter Neris, Everton dos Santos, Franthesco dos Santos, Márcio Neves Ribeiro, Janderson Almeida da Cruz e Reginaldo Aparecido Moreira, todos em funções não especificadas. As defesas desses homens buscavam obter liberdade por meio da revogação da prisão preventiva desses 14 homens a despeito de, segundo palavras da própria juíza Selma, haverem provas suficientes na ação penal oferecida pelo Ministério Público quanto à participação de todos na por muitos considerada segunda maior organização criminosa do Brasil, atrás somente do Primeiro Comando da Capital (PCC), fundado em São Paulo e, como o CV, espalhado pelo país todo. Fundado no Rio, o CV possui uma célula em Mato Grosso há pelo menos 15 anos. Como acontece no resto do país, a rede criada por eles não conhece fronteiras e consegue atuar tanto na sociedade civil quanto em organizações militares e nos presídios. Do sistema prisional, local onde se encontram os principais líderes, partiria, inclusive, as ordens sobre quais ações serão tomadas pelos demais membros das organizações estejam eles dentro ou fora das grades. A publicação da decisão de Selma Arruda no Diário da Justiça aconteceu na quinta-feira (24). Para ela, conceder agora liberdade aos acusados colocaria em risco o andamento da fase de instrução do processo, prejudicaria aplicação da lei, ofereceria riscos à sociedade e ainda abalaria a credibilidade do Judiciário. “O envolvimento dos acusados com a organização criminosa (...) bem como a posição que ocupavam dentro dela são circunstâncias que demonstram a especial gravidade de suas condutas, assim como concretamente sua periculosidade”, escreveu a juíza. E continuou: “[libertar os 14 acusados](...) Pior ainda, é estimular a prática de delitos de igual matiz. Faz-se necessário, nesses casos, agir com maior rigor, buscando dar uma resposta à sociedade, vilipendiada com tais ações”, consta em trechos da decisão.

Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
O que você achou da decisão da Justiça de decretar lockdown em Cuiabá e VG?
Acertada
Demorou
Antes tarde...
Tanto faz
PARCIAL