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POLÍCIA
Segunda-feira, 07 de Janeiro de 2019, 17h:03

COLNIZA

Justiça manda soltar seguranças de fazenda

No sábado uma pessoa foi morta em fazenda pertence ao ex-deputado José Riva e ao ex-governador Silval Barbosa

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O juiz plantonista Alexandre Sócrates Mendes, da 2ª Vara da Comarca de Juara, determinou a soltara dos quatro seguranças presos em flagrante pela polícia após suposto confronto agrário com posseiros e que terminou com uma pessoa morta e outras nove feridas. O crime ocorreu na fazenda Bauru, antiga Magali, que fica Colniza (1.020 quilômetros, a noroeste de Cuiabá) na tarde do último sábado (5). A propriedade rural onde ocorreu o confronto pertence ao ex-deputado José Riva e ao ex-governador Silval Barbosa. Ralf Alcântara, Rubens Gonçalo, Alajone Francisco e Marcelo Brage foram presos em flagrante no último domingo (6), suspeitos do homicídio de Elizeu Queres de Jesus, 38 anos, e pela tentativa de morte contra outras nove pessoas. O magistrado levou em consideração que há aproximadamente um mês já havia sido feita a reintegração da posse aos proprietários da fazenda, com auxílio da polícia. Além disso, existe uma liminar que proíbe que os posseiros se aproximem da fazenda, devendo manter uma distância mínima de cinco quilômetros. “A presente tragédia se deu em virtude do comportamento abusivo e ilegal dos posseiros, que mesmo após o Poder Judiciário ter deferido a posse da fazenda aos seus proprietários, com o cumprimento da decisão com o auxílio da força policial, os aludidos posseiros resolveram então invadir novamente a propriedade”, argumenta. Na liminar, o juiz Alexandre Mendes deixa consignado que o ordenamento jurídico autoriza o proprietário a exercer a autodefesa de seu patrimônio. Com tais argumentações, considerou o flagrante ilegal e determinou a soltura dos quatro vigilantes, que deixaram a cidade escoltados pela Gerência de Operações Especiais (GOE) por conta de boatos de agressões contra eles. Elizeu Queres veio a óbito ainda no local, após ser atingida por diversos disparos de arma de fogo. Os suspeitos foram detidos pela Polícia Militar. Eles foram interrogados ainda durante a madrugada de domingo (06) e afirmaram que reagiram a invasão da fazenda, realizada por posseiros supostamente armados. Já em depoimento à polícia, alguns dos feridos declaram que nenhum dos posseiros portava arma de fogo. Além disso, de acordo com o delegado à frente da investigação, Alexandre da Silva Nazareth “os elementos de informação produzidos pela perícia, até o momento, nos levam a acreditar que não houve confronto armado, pois só foram encontradas cápsulas de armas de mesmo calibre dos seguranças da propriedade”. Foram apreendidas quatro armas de fogo, sendo uma espingarda calibre 12, duas pistolas 380, e um revólver, calibre 38. Os suspeitos foram autuados em flagrante por um homicídio consumado e nove tentativas de homicídio. Após, conduzidos à Cadeia Pública de Colniza. Ainda no sábado, o governo do Estado afirmou que a Polícia Militar (PM) mobilizava tropas para dar apoio policial por tempo indeterminado à região de Colniza. O reforço inclui duas viaturas e duas equipes do Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (Rotam). “O intuito é reforçar o policiamento da cidade, acalmar os ânimos, e garantir condições para que a Polícia Civil possa trabalhar na investigação, esclarecendo os fatos o mais breve possível”, informou por meio da assessoria de imprensa.

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