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Cuiabá MT, Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
POLÍCIA
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 20h:07

VIOLÊNCIA

Morador de rua confessa que matou idosa

Um homem de 32 anos confessou ser o autor do assassinato por esganadura da senhora Izabel Queiroz Brandão, de 76 anos

Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
Um homem de 32 anos, identificado como André Luiz da Silva Rocha, morador das ruas localizadas no entorno da Praça Popular, confessou ser o autor do assassinato por esganadura da senhora Izabel Queiroz Brandão, uma idosa de 76 anos. O caso foi investigado e solucionado pelos agentes da Delegacia Especializada de roubos e Furtos de Cuiabá (Derf) desde o dia 29 de outubro, quando o filho de dona Izabel encontrou a mãe caída numa poça de sangue, dentro da casa da qual ela acabara de se mudar exatamente por causa da solidão e do perigo de sozinha residir. Ela vivia no mesmo lugar há mais de 45 anos, a família havia achado por bem levá-la para um apartamento, mas ela sempre retornava à casa para limpar e arrumar. Foi numa dessas ocasiões que o criminoso, que já tem outro crime de latrocínio nas costas, aproveitou para espancar e matar a aposentada. O mandado de prisão temporária contra André Luiz da Silva Rocha foi expedido pela 4ª Vara Criminal e foi cumprido na tarde quinta-feira (24). A delegada titular da Especializada, Luciani Barros, e o delegado presidente do inquérito, Afonso Monteiro da Silva Junior, explicaram à imprensa já na tarde de sexta-feira (25) como conduziram as investigações com as equipes da delegacia para conseguir identificar o suspeito, pois ele não tem residência fixa. Segundo os dois delegados, André Luiz foi localizado somente após quase um mês de investigação. Ele estava na chamada Ilha do Bananal, um conjunto de salas comerciais e casas abandonadas localizadas nas imediações do Morro da Luz, região central de Cuiabá. Só foi identificado e encontrado porque aparece nas imagens obtidas pelos policiais civis investigadores via circuito de monitoramento de segurança instalados nas residências e comércios próximos do lugar. Identificada a figura, ainda não haviam confirmado a identidade. Logo que detido, o morador de rua foi ouvido e revelou detalhes do crime bárbaro. “Ele disse que foi até a residência, tocou a campainha, pediu água, ela deu [como era de hábito por parte dela] e depois pediu um remédio, porque estava com feridas nos pés. Nesse momento, entrou e anunciou o assalto. Como a vítima começou a gritar, ele começou a esganá-la com as mãos, ao ponto de levá-la a óbito. Depois arrastou o corpo dela para o quarto de um dos filhos”, contou o delegado. Após tirar a vida da senhora, o morador de rua revirou a casa e saiu do imóvel levando um relógio, duas correntes e uma pulseira de ouro e um celular. Também trocou de roupa. “Ele entrou com uma camiseta listrada e saiu com uma preta, um boné vermelho e uma sacola branca onde transportou os objetos roubados”, continuou Afonso. Estava em liberdade condicional pelo latrocínio há cerca de seis meses. Agora, está novamente preso em uma penitenciária da capital. (Com Assessoria)

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