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POLÍCIA
Quinta-feira, 23 de Junho de 2016, 20h:39

JUSTIÇA

Mulher é condenada por matar filho

Crime cometido em 2008 chocou o estado à época, devido ao motivo usado pela mãe para justificar o filicídio: a criança chorava muito

Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
Empregada doméstica, Juliana Jesus Miranda da Silva, 29 anos, foi condenada pelo Tribunal do Júri do Fórum de Cuiabá, na quarta-feira (22), a 16 anos de cadeia pelo infanticídio da própria filha -- nascida havia apenas 23 dias no já distante ano de 2008. O crime foi cometido dentro de um quarto de hotel localizado nas imediações da Rodoviária de Cuiabá. A própria autora confessou o ato e o motivo torpe. À época, ela justificou o filicídio (a criança foi morta por sufocamento, pois a mãe tapou-lhe boca e nariz depois de bater com a cabeça dela na cama) porque não conseguia “fazer o bebê parar de chorar” e isso a “incomodou”. A empregada doméstica disse também só ter percebido a morte da bebê quando acordou, pela manhã. Miranda da Silva, que já estava recolhida, à espera do julgamento, na Penitenciária Ana Maria do Couto May (onde terminará de cumprir a pena), foi levada ao Fórum para ouvir sua sentença durante sessão presidida e anunciada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Ao perceber o que havia feito, a infanticida confessa ligou para o pai da criança, Benedito Santana Costa. Ele estava morando em Nova Mutum (a 270 quilômetros de Cuiabá) e chegou ao local onde sua filha fora assassinada somente no início da tarde. FRIEZA -- Responsável pela investigação, a delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa, foi quem ouviu, no dia 26 de junho de 2008, a confissão de Miranda da Silva. Naqueles dias, a delegada disse à imprensa ter ficado bastante surpresa com a frieza com que a então acusada contou detalhes do filicídio, sobre como não conseguiu controlar a irritação pelo choro do próprio rebento, as agressões e como teria, tranquilamente, ido dormir logo que terminou de assassinar um ser humano de 23 dias de vida, que nem nome tinha ainda. Além do choque, Anaíde Barros defrontou-se com a aparente reincidência de Juliana, pois esta já era alvo de um mandado de prisão preventiva devido à suspeita de ter facilitado a morte de outro filho (então com dois anos) em 2006, na cidade de Barão de Melgaço (113 km ao Sul da capital), onde residia à época. Esse outro filho fora identificado como Rodrigo Miranda, e o responsável direto pela morte foi o marido dela então, pois ela deixou a criança sob os cuidados dele para ir a uma festa. Nesse intervalo, o homem desentendeu-se com a criança e a matou durante uma sessão de espancamento.

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