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POLÍCIA
Quinta-feira, 03 de Novembro de 2016, 20h:04

SEGURANÇA

Números do tráfico em MT preocupam

O 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública colocou Mato Grosso como o estado com o maior índice de tráfico de drogas ilícitas

Aline Almeida e Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
O 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública colocou Mato Grosso como o estado com o maior índice de tráfico de drogas ilícitas per capita do Brasil, com 201,6 casos a cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 80,2, de acordo com os dados colhidos no ano passado. Em números totais, o Anuário diz que foram 6.582 ocorrências desse tipo específico de crime somente em 2015 no Estado, um aumento de 14,21% na comparação com 2014, quando pessoas foram flagradas vendendo ou consumindo drogas 5.763 vezes. A Secretaria de Segurança Pública esclarece que a metodologia empregada para a produção do referido anuário não é a mesma utilizada para a definição das estatísticas oficiais do Estado de Mato Grosso. “Ainda assim, é importante notar que o referido estudo aponta reduções em tópicos relevantes, como o número de homicídios dolosos, crimes violentos letais intencionais, roubo e furtos de veículos e homicídios culposos no trânsito. Para 2016, os indicadores de homicídio da Sesp apontam para uma nova redução em relação ao ano passado”, informou a secretaria. No caso dos dados sobre tráfico e uso de drogas, e das taxas por 100 mil habitantes para o Estado e a capital, a Sesp chama a atenção para uma informação contida na própria tabela do anuário: Mato Grosso e Cuiabá foram os únicos a terem os dados de tráfico e uso de drogas agregados, ou seja, considerados juntos nas duas tabelas. Considerando-se os números não agregados, por exemplo, a taxa relativa a tráfico de entorpecentes em Cuiabá fica, no ano de 2015, em 136,78 por 100 mil habitantes, muito abaixo dos 370 por 100 mil habitantes indicados pelo anuário. A Sesp informou ainda que entrou em contato com os responsáveis pela produção do anuário, para que a informação seja corrigida o quanto antes. A Sesp também se defende lembrando que Mato Grosso possui 750 quilômetros de fronteira seca, além de outros 233 de áreas alagadas, num total de quase mil quilômetros (quase a distância física entre Mato Grosso e São Paulo, por exemplo) de área comum com a Bolívia, um dos maiores plantadores de folha de coca do mundo. “As apreensões vêm aumentando ano após ano”, lembra a assessoria de comunicação. COCAÍNA – Cocaína e seus derivados são as drogas mais consumidas no estado. A maconha vem em segundo. Paradoxalmente, a maconha foi a droga mais apreendida em 2016, com oito toneladas apreendidas somente nos oito primeiros meses do ano. No Brasil, o estudo demonstra 157.139 ocorrências de tráfico em 2014 e 164.078 em 2015. Em Cuiabá, o número de tráfico de entorpecentes registrados em 2014 chegou a 2.130, e pouco aumentou em 2015, chegando aos 2.146 casos de uso e porte de entorpecente flagrados. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as apreensões aumentaram 20%. Os dados apontam que em 2015, de janeiro a agosto, foram apreendidas 6,3 toneladas de drogas. A atuação dos traficantes se dá por meio das inúmeras fazendas existentes no estado. A elas, as drogas chegam mediante tráfico aéreo, onde os criminosos se utilizam de pistas de pouso e decolagem clandestinas. Também utilizam pessoas para distribuir a droga por diversos meios, as chamadas mulas. Estas utilizam mochilas, malas e até mesmo o próprio corpo para o transporte de cocaína e pasta-base de cocaína. Mas a ousadia não para por aí, pois até mesmo os Correios e compartimentos de veículos são parte do arsenal de táticas utilizadas pelos traficantes, segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil.

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