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Cuiabá MT, Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020
POLÍCIA
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020, 07h:30

TRAGÉDIA NO ALPHAVILLE

Pai de amiga de vítima de disparo negou tiro ao Samu

Programa Fantástico, da Rede Globo, teve acesso exclusivo ao depoimento da amiga que fez o disparo

PABLO RODRIGO
Da Folhapress- Cuiabá
Reprodução
Isabele (destaque), que tinha 14 anos, foi morta pela colega, dentro do Condomínio Alphaville

Áudios das ligações feitas ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para atender a adolescente Isabele Guimarães Ramos, que morreu com um tiro na cabeça em um condomínio em Cuiabá, apontam que apenas em uma terceira ligação o serviço de atendimento é informado que a jovem havia sido vítima de um disparo de arma de fogo.

A adolescente de 14 anos morreu ao ser atingida por um tiro na cabeça depois que uma amiga sua, da mesma idade, deixou cair uma pistola que era usada para a prática de tiro esportivo, segundo a polícia. O caso ocorreu em Cuiabá no dia 12 de julho.

Na primeira ligação, o empresário Marcelo Martins Cestari, pai da menor que teria disparado acidentalmente contra a amiga, diz que Isabele tinha sofrido uma queda no banheiro.

"Oi, rápido a menina caiu no banheiro aqui no Alphaville. Está saindo muito sangue, (ela) está perdendo muito sangue", disse Marcelo, na ligação.

Em uma segunda ligação, o empresário é atendido por um médico que o orienta a realizar os primeiros socorros, e pergunta se a menina ainda tinha pulso.

Durante o atendimento, o médico chega a perguntar se a vítima tinha levado um tiro. Cestari diz que teria ocorrido uma queda.

"É tiro ou queda, senhor? ", pergunta o médico.

"É queda, queda", responde Cestari.

"Tudo bem, senhor. Porque tem outra ocorrência dizendo que é tiro, senhor. Se for...", diz o médico que é interrompido. "Não tem nada de tiro, não", retruca o pai da adolescente.

O médico se referia à outra ligação ao Samu feita pela irmã da adolescente que manuseou a arma. No telefonema, ela confirma que houve disparo de arma de fogo. "Estou com uma emergência aqui no Alphaville (...) houve um tiro acidental".

Apenas na terceira ligação, o empresário confirma que houve um tiro após ser questionado pelo médico: "Pois é... Agora que a menina está falando [que houve tiro]".

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) revelou que o disparo que matou Isabele Guimarães ocorreu a uma distância entre 10 a 50 centímetros. Também foi encontrado pólvora no rosto da vítima. O documento ainda revela que a a munição entrou em linha reta e de maneira frontal.

Em depoimento, a adolescente afirmou à polícia que a arma disparou acidentalmente após ela ter deixado cair um case com duas pistolas. Ao pegar a arma no chão, esta teria disparado acidentalmente. A bala acertou a narina da adolescente e parou na nuca.

Segundo a defesa da adolescente, a arma pertencia ao pai do namorado dela. Ambas famílias praticam tiro. Pela versão da defesa, o namorado, também adolescente havia ido à casa da garota para que o pai dela fizesse a manutenção de duas pistolas que ele levava -uma delas, a que disparou.

Após o namorado ter ido embora, ela pegou o case com as armas e levou para o andar de cima da casa para guardá-las no cofre que fica no quarto dos pais, ainda segundo Miranda.

Porém, antes passou em seu próprio quarto para chamar Isabele. Ao bater na porta, a amiga abriu, e, segundos depois, o disparo ocorreu, pelo relato do advogado.

O empresário Marcelo Cestari chegou a ser preso por posse ilegal de arma. Foram encontradas sete armas em sua residência. A pistola que matou a jovem era uma das duas que estavam sem registro, segundo a investigação.

Ele foi solto horas depois ao pagar fiança de R$ 1.000. A família da vítima entrou com pedido na Justiça para que a fiança seja aumentada para R$ 1 milhão.

A adolescente que portava a pistola praticava tiro havia quatro meses, segundo o policial militar Fernando Raphael, presidente da Federação de Tiro de Mato Grosso.

Em 2019, um decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre armas e munições voltado para caçadores, colecionadores e atiradores autorizou a prática de tiro de pessoas com mais de 14 anos sem a necessidade de uma autorização judicial.

O pai da adolescente poderá responder por posse ilegal de arma de fogo, com pena de 2 a 20 anos de prisão e, se comprovado que assumiu o risco em deixar a arma exposta, responderá por homicídio simples, cuja pena varia de 6 a 20 anos de reclusão.

Veja AQUI a reportagem do "Fantástico", da Rede Globo, sobre o caso.


1 COMENTÁRIO:







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APOLINARIO GENTIL USKNOV  03-08-2020 10:11:25
Tem muito gato [ou rato vai saber] dentro dessa Tuba. No mínimo isso foi DOLO EVENTUAL. Senão vejamos: Primeiro a arma caiu da mão de uma a praticante de tiro ao alvo que não sabia que estava carregada [INCLUSIVE PARTICIPAVA DE COMPETIÇÕES-HILÁRIO ISSO]; depois o tiro foi a curta distancia [NO ROSTO]; mais depois ainda arma teve que ser municiada para poder atirar [NAMORADO DISSE QUE NÃO TINHA BALA NA AGULHA], seguindo, foram para vizinho “se lavar” e deixaram as roupas por lá, agora todos os que estavam na sala [AFINAL TINHA OUTRAS PESSOAS NO LOCAL] são surdos não ouviram o tiro, pois o papai o negou, a priori, ao SAMU. Denotem como as coisas começaram e estão encaminhando, pois desde o inicio cheira mal as “otoridade$” fixaram fiança de “mil reaus” mesmo sabendo do poder econômico da “Tiurma”, os sujeitos mudam cena do crime [NÃO ACHARAM A PISTOLA NA CENA DO CRIME], mudam de endereço mesmo que temporariamente, oficial de justiça “não sabe o paradeiro”, ninguém foi preso, ...BLÁ...BLÁ...BLA. Quem vai arcar com tudo? A MÃE DA ADOLESCENTE QUE MORREU, do resto vai virar serviços comunitários que serão convertidos em meia dúzia de sacolão. ESSA SERÁ A PENA DOS RICÕES. Agora imaginem se quem atirou fosse da turma dos “Manés”. Já tinha sido até linchado. TERRA BRASILI$!

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