NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020
POLÍCIA
Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016, 19h:46

ELEIÇÕES

Quase 200 pessoas são detidas em MT

Cento e noventa e três suspeitos de crimes eleitorais, sendo 37 candidatos, foram detidos e conduzidos às delegacias do estado

Cento e noventa e três suspeitos de crimes eleitorais, sendo 37 candidatos, foram detidos e conduzidos às delegacias da Polícia Civil e da Polícia Federal durante as eleições municipais deste domingo (02) em Mato Grosso. Do total, 113 acabaram autuados e presos em flagrante por ocorrências como prática de boca de urna, transporte ilegal de eleitores e compra de votos. Outros 80 suspeitos assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados. Do total de candidatos conduzidos, 19 foram presos em flagrante em 12 municípios. A cidade com o maior número de candidatos presos foi Campo Novo do Parecis (a 397 km de Cuiabá), com cinco casos. Considerando-se apenas as ocorrências envolvendo candidatos, a prática de boca de urna (16) e a compra de votos (sete casos) foram as mais frequentes. Entre os não-candidatos, a boca de urna (54 casos), a divulgação irregular de propaganda (13 casos) e a compra de votos (11 casos) representaram a maioria dos flagrantes. O balanço considerou os números registrados pela Polícia Federal em suas seis delegacias e na superintendência em Cuiabá, além dos dados consolidados pelas delegacias da Polícia Civil em todo o Estado. SEM INCIDENTES -- O plano integrado operacional e de inteligência, que reuniu a Justiça Eleitoral e forças de segurança estaduais e federais, assegurou que a votação ocorresse sem incidentes graves. Para o secretário adjunto de inteligência da Sesp, Gustavo Garcia, o fator decisivo para o trabalho foi o planejamento das ações e identificação prévia dos locais que requeriam mais atenção. “Agimos com pro-atividade e nos antecipamos às possíveis crises”, disse o secretário adjunto. Em Juína (a 737 km de Cuiabá), por exemplo, havia o risco de conflito entre grupos da cidade e indígenas da etnia Enawenê-Nawê. Havia até mesmo uma mobilização para impedir que os eleitores da etnia tivessem acesso aos locais de votação. O Exército escoltou o grupo desde as aldeias. A Polícia Militar fez a segurança nas seções eleitorais e as polícias Civil e Federal permaneceram de prontidão para formalizar algum procedimento, se necessário. “Tudo correu como o projetado”, avaliou o desembargador Luiz Ferreira da Silva, corregedor e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). REFORÇO -- Como parte do plano de segurança, a Sesp empregou um efetivo de 4.479 profissionais, entre policiais civis e militares, bombeiros e peritos da Politec, que atuaram nos 1.479 locais de votação em Mato Grosso. A mobilização para a segurança da eleição também contou com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Força Tática e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).

Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
Você acha que o Cuiabá Esporte Clube tem chance de acesso à Série A do Brasileirão?
Sim
Não
Ainda falta estrutura
Precisa investir no elenco
PARCIAL