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POLÍCIA
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016, 20h:31

OPERAÇÃO MERCENÁRIOS

Soldado da PM acusado é solto

O soldado da Polícia Militar Wagner Dias Chagas, acusado de ser um dos integrantes do grupo de extermínio desmantelado durante a Operação Mercenários, recebeu liberdade condicional esta semana. A ordem de soltura foi assinada pelo juiz da Primeira Vara Criminal de Várzea Grande, Otávio Vinícius Affi Peixoto. Dias Chagas estava recolhido no presídio militar de Santo Antônio de Leverger (distante 38 quilômetros de Cuiabá) desde abril, quando a operação foi deflagrada. Junto com o soldado Chagas, outras quinze pessoas (entre as quais cinco policiais e outros homens que trabalhavam em empresas de vigilância) são acusadas de montar e manter uma quadrilha responsável por cometer quase metade de todos os homicídios registrados pelas forças de segurança entre os anos de 2013 e 2016 na cidade de Várzea Grande. Esses números foram apresentados, à época da apresentação dos resultados da operação, pelo secretário de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas. Para o juiz Affi Peixoto, não há materialidade de provas para justificar a manutenção da prisão do soldado Chagas, pois ele teria sido apenas citado por terceiros e não há elementos de ligação com seu nome nas conversas interceptadas com autorização da justiça nas ligações telefônicas mantidas entre membros do grupo de extermínio. “(...)[Há o] fato de o réu não ter sido interceptado em suas ligações telefônicas, sendo apenas citado por terceiras pessoas, o que, apesar de não se adiantar o mérito, permite este juízo evidenciar o enfraquecimento do vínculo do réu com os demais integrantes da organização criminosa”, escreveu o juiz na decisão. Entretanto, a liberdade provisória não significa livramento do processo. Logo, o soldado Chagas vai ser obrigado a cumprir medidas cautelares comuns a acusados em semiaberto, como ser obrigado a comparecer mensalmente ao fórum criminal, para relatar e justificar suas atividades; não vai poder manter qualquer tipo de contato com testemunhas e demais acusados no processo, além de seguir sem poder exercer atividades policiais de rua. Provavelmente voltará a trabalhar em atividades administrativas da corporação até que o processo termine e ele seja absolvido.

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