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POLÍTICA
Quinta-feira, 25 de Julho de 2019, 01h:00

ARAPONGAGEM

Deputados vão ouvir presidente da OAB

A Assembleia Legislativa irá ouvir o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, Leonardo Campos, sobre o possível envolvimento de membros do Ministério Público Estadual no esquema de interceptações telefônicas ilegais, que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

A deliberação sobre o convite ao presidente da entidade ocorreu durante o Colégio de líderes desta terça-feira (24), após esclarecimentos prestados pelo procurador-geral de Justiça José Antônio Borges.

Diante disso, a definição sobre a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) içou para a próxima semana. “Nossa reunião com o procurador geral foi muito positiva e esclarecedora. De imediato alguns colegas já queriam uma posição com relação a CPI, e o nosso presidente Eduardo Botelho achou melhor retomarmos esse assunto na semana que vem. O presidente da OAB de Mato Grosso, Dr. Leonardo Campos também deverá ser ouvido pelos deputados e depois disso a Assembleia deve tomar uma decisão sobre a instauração ou não da CPI dos Grampos”, explicou a deputada estadual Janaína Riva (MDB).

Para a emedebista, o Parlamento Estadual precisa colher todas as informações possíveis antes de instaurar qualquer procedimento sobre este fato.

“Não nos interessa as interceptações que foram feitas de forma legal e sim aquelas que foram feitas de forma ilegal, queremos que os responsáveis arquem com as consequências por isso a importância de absorver todas as informações para tomarmos uma decisão consistente”, explicou.

Durante o Colégio de Líderes, o procurador-geral garantiu aos deputados que o Ministério Público fará uma auditoria externa do sistema de intercepção telefônica para verificar se houve irregularidades nas investigações conduzidas pela instituição.

A visita aos parlamentares é reflexo dos reinterrogatórios dos coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e do cabo Gerson Correa, na 11ª Vara Militar da Capital, que apontaram supostas ilegalidades praticadas por promotores do Grupo de Atuação Esecial contra o Crime Organizado (Gaeco).

“O MPE é uma instituição séria, independente das pessoas que estão lá dentro e nós vamos fazer as investigações. Agora, prejulgar que houve grampolândia no MPE, alto lá! Vamos fazer o necessário para esclarecer os fatos. Se houve, terá responsabilização dos culpados”, afirmou Borges.

Na oportunidade, ele ainda garantiu que, se comprovado o envolvimento de membros do Ministério Público no esquema dos grampos clandestinos, todos serão responsabilizados criminal e administrativamente, podendo, inclusive, perderem seus cargos.

Ao todo, os militares citaram que seis promotores teriam praticado irregularidades no grupo. São eles: Marco Aurélio de Castro, Marcos Bulhões, Marcos Regenold, Samuel Frungillo, Célio Wilson e Paulo Prado.

“Há possibilidade de afastar, mas primeiro tem que existir a real necessidade disso e a comprovação mínima para ocorrer no processo”, acrescentou.

 


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