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Cuiabá MT, Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
POLÍTICA
Quinta-feira, 26 de Março de 2020, 07h:55

EFEITO BOLSONARO

Governador e prefeito de Cuiabá vão manter medida de isolamento social

Apesar das críticas do presidente, Estado e Município manterão decreto do isolamento social

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Mayke Toskano/GCom-MT
O governador Mauro Mendes, assim como o prefeito Emanuel Pinheiro, garantiu a manutenção das medidas emergenciais

As declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quanto às medidas adotadas pelos estados e municípios em decorrência do novo Coronavírus (Covid-19) não repercutiram bem em Mato Grosso e na Capital.

Apesar de ter classificado o isolamento social e o fechamento do comércio como “exagero”, o governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) garantem que irão manter as medidas emergenciais decretadas na Capital e no Estado.

Os gestores evitaram fazer qualquer tipo de critica ao posicionamento do presidente da República, mas garantiram que suas declarações não irão mudar o atual cenário no Estado e na Capital.

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, disse o governador.

Na noite de terça-feira (24), o presidente fez um pronunciamento oficial, no qual criticou as duras medidas de isolamento e quarentena, adotados por diversos estados e municípios para o combate ao Coronavírus (Covid-19).

Na oportunidade, Bolsonaro chegou até a defender o fim do isolamento social e a reabertura de escolas e comércio.

Assim como o governador, o prefeito Emanuel Pinheiro também garantiu que as medidas emergenciais adotadas para evitar a proliferação do novo vírus continuaram em vigor no Município.

Para ele, neste momento “cuidar e proteger é uma necessidade”.

“Recebo [o pronunciamento]com muita angústia, mas sigo determinado das minhas ações. Cuidar e proteger é uma necessidade. Momentaneamente, a situação é muito grave. Eu não gostaria de fazer restrição nenhuma, não proibir comércio, não vetar o transporte público, mas, agora, o que está em risco e à saúde da população, principalmente, dos grupos de riscos (idosos)”, disse o emedebista.

Pinheiro acredita que o presidente está gerando insegurança na população, uma vez que está indo em direção contrária às recomendações feitas pelo próprio Ministério da Saúe, e também pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Eu respeito à visão, mas defendo um diálogo maior. A OMS aponta uma direção e o presidente vai por outro. Isso deixa a população insegura, as autoridades ficam perplexas, mas nós vamos seguir os protocolos de segurança para evitar à disseminação do coronavírus. Vamos continuar cumprindo as orientações dos técnicos da Saúde”, disseu.

O prefeito defendeu um maior diálogo com o chefe da República, e lembrou que está tomando medidas duras, mas necessárias.

“O mundo caminha seguindo essas orientações, a que garantem o isolamento social, como é preconizado pelo Ministério da Saúde, pela Organização Mundial de Saúde. Trabalhamos seguindo essas orientações, inclusive, de técnicos que integram a força-tarefa instituída pelo ministro da Saúde. Tudo é temporário, mas para cuidar dos mais carentes e proteger a vida da população”, completou.


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