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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 19h:46

SERVIDORES

Apenas Judiciário não definiu data de pagamento

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
A nova data do repasse do duodécimo para os poderes fez com que os órgãos também adequassem o período de pagamento de seus servidores. Com exceção do Tribunal de Justiça, que ainda não definiu se irá mudar a data de pagamento dos salários, os demais já informaram os funcionários que a partir deste mês a folha de pagamento só será quitada no dia 10. Conforme a assessoria de imprensa do Judiciário mato-grossense, uma equipe técnica está realizando um estudo sobre o assunto para verificar se o órgão tem condições financeiras de continuar efetuando o pagamento dos servidores no dia 30 de cada mês. Os demais, entretanto, garantem que não possuem sobra no caixa para quitar a folha antes do recebimento da última parcela do duodécimo. Por isso, optaram por seguir o Governo do Estado e mudar a data de pagamento para o dia 10 do mês subsequente. A alteração, entretanto, gerou polêmica na Assembleia Legislativa. Os deputados opositores criticaram duramente a mudança durante a sessão plenária da última quinta-feira (24). O deputado estadual Zeca Viana (PDT) afirma que a Casa de Leis tem dinheiro em caixa para garantir o pagamento do funcionalismo em dia. Diante disso, solicitou que o primeiro-secretário do Parlamento estadual, deputado Nininho (PSD), explique o fato. “Eu queria que justificasse o porquê do atraso no salário do funcionalismo, se a Casa está com o dinheiro na conta. A não ser se vocês gastaram nos últimos dias”, disse. Zeca Viana afirmou que obteve informações de que a Assembleia tinha em torno de R$ 100 milhões na conta. “Para ficar imitando aí o governador Pedro Taques e deixar o funcionalismo penalizado, eu não concordo”, frisou. As declarações do pedetista foram endossadas pela deputada estadual Janaína Riva (PMDB). Para ela, a decisão da mesa diretora em alterar a data do pagamento dos servidores tem cunho político. “Em minha opinião isso não é por falta de dinheiro, é para atender ao gosto do governador, que está fazendo isso com todos os servidores do Estado e não quer que a Assembleia, que ele [Taques] considera subordinada, faça diferente e pague seus servidores em dia”, criticou. Devido a problemas no fluxo do caixa do Estado motivado pela crise econômica que assola Mato Grosso desde o ano passado, o governador Pedro Taques anunciou que a última parcela do duodécimo será repassada aos poderes somente no dia 5. O recurso é utilizado para pagamento de pessoal. Por conta disso, a maioria dos órgãos alterou a data de quitação da folha de pagamento. Desde outubro o Executivo estadual não repassa a última parcela do duodécimo. Ao todo, os poderes teriam R$ 122 milhões a receber.

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