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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016, 21h:02

ELEIÇÃO 2016 – 3

Dívida de Wilson e Emanuel soma R$ 2,7 mi

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Termina hoje (1º) o prazo para que os candidatos a prefeito e vereador apresentem a prestação de contas final da campanha eleitoral. Os balancetes podem ser enviados pela internet. Os comprovantes, entretanto, devem ser apresentados à Justiça Eleitoral na forma física. O prazo também é válido para aqueles que disputaram o segundo turno das eleições majoritárias neste domingo (30). Vale ressaltar que a não prestação de contas pode culminar na perda do mandado para aqueles que foram eleitos. Na Capital, o prefeito eleito Emanuel Pinheiro (PDMB) encerra a campanha eleitoral com um débito de R$ 1,2 milhão. No total, o peemedebista apresentou uma despesa de R$ 3,8 milhões com o primeiro e segundo turnos das eleições. Conforme o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), os maiores gastos de Pinheiro foram com marketing. Somente com este ramo, o parlamentar desembolsou mais de R$ 2 milhões com quatro empresas diferentes. Trata-se da TR Produção de Som e Imagem Ltda., Antecipar Consultoria e Comunicação Estratégica, FCS Comunicação e Renca Agência de Comunicação. Elas receberam R$ 780 mil, R$ 780 mil, R$ 240 mil e R$ 228 mil, respectivamente, para atuar na campanha do peemedebista. Além disso, o deputado estadual ainda gastou R$ 165 mil com impressão de materiais na Gráfica Print. Em contrapartida, ele arrecadou o montante de R$ 2,6 milhões para investir em sua candidatura. Já o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que foi derrotado por Pinheiro no último domingo (1º), encerra a campanha eleitoral com um débito maior, R$ 1,5 milhão. No geral, o parlamentar tucano apresentou uma despesa de R$ 2,9 milhões, levando em consideração os dois turnos da eleição. Em contrapartida, angariou R$ 1,3 milhão para investir em sua campanha eleitoral. Pinheiro venceu a eleição com 60.41% dos votos válidos, o que representa 157.77 mil votos. Já Wilson obteve 39,59% dos votos válidos, ou seja, 103.483 mil votos. O que chamou a atenção, entretanto, foi o alto índice de abstenções neste segundo turno. Ao todo, foram 104.235 abstenções, ou seja, 25,11% dos eleitores não foram votar no último domingo. Já os votos brancos somaram 12.909 mil, o que representa 4,15% do eleitorado cuiabano. Outras 36.594 mil eleitores optaram por anular o voto. Nesse domingo, compareceram às urnas 310.863 eleitores (74,89%) do total de 415.098 aptos a votar. Para a presidente do TRE, desembargadora Maria Helena Póvoas, estes índices são reflexo da insatisfação da população para com a política. “Os candidatos devem refletir sobre o índice de votos brancos, nulos e quem não veio votar, que foi muito alto. O político precisa refletir seu modus operandi: até que ponto isso não está diretamente se voltando contra eles, com uma eleição de ataques e que não prima pelo bem da cidade. O político tem que pensar muito antes de jogar uma propaganda no ar hoje em dia”. Pinheiro assume o comando do Palácio Alencastro em 1º de janeiro no lugar do prefeito Mauro Mendes (PSDB).

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