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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 19h:47

Do pai, João Baiano, herdou a teimosia e determinação

Do pai, João Antônio Fagundes, o João Baiano, que fez a pé o percurso da Boa Terra até Poxoréu, em busca de dias melhores para a família, ele herdou a determinação e a teimosia. Assim é Wellington Antônio Fagundes, rondonopolitano que sempre morou na cidade onde nasceu e da qual se ausentou somente para cursar veterinária na Universidade Federal em Campo Grande (MS). Até 1990 a única eleição que Wellington disputou foi para a presidência da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (Acir), que venceu de barbada. Antes, em 1989, foi secretário de Planejamento de Rondonópolis na administração do prefeito Hermínio Barreto, que é casado com sua prima Olinda. Desde criança Wellington alimentava sonhos políticos. Na prefeitura encontrou o lugar ideal para botar em prática suas ideias. Em 1990, na secretaria de Barreto, entrou no cenário eleitoral. Alguns caciques se assustaram com sua ousadia e tentaram se livrar dele. Ao invés de lhe darem legenda para se candidatar a deputado estadual o empurraram para deputado federal, como se o estivessem lançando às cobras. A jogada não o assustou e ele aos 33 anos conseguiu o primeiro de seus seis mandatos consecutivos na Câmara. Dante de Oliveira era governador e o convidou para o secretariado. Foi secretario Extraordinário de Projetos Estratégicos durante quatro meses e deixou a equipe do governo. Em 2000 e 2004 tentou sem sucesso se eleger prefeito de Rondonópolis. Com seu amadurecimento político na Câmara Wellington planejou disputar o Senado em 2010, mas o então governador Blairo Maggi, que era seu correligionário no PR decidiu que seria candidato. Acostumado às regras do poder o sonho murchou e ele saiu pela tangente com a frase “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Quatro anos depois foi eleito senador. A longa trajetória parlamentar no Congresso abre portas em Brasília para Wellington, que é considerado mestre na arte de construir amizades. O ex-vice-presidente José Alencar sempre o procurava para passar a política nacional em dia. Cozinheiro nas horas vagas, o senador costuma fisgar políticos pelo paladar, principalmente quando prepara e serve seu prato preferido: carneiro assado. (EG)

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