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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016, 20h:35

Documentos entregues comprometem deputados

A Assembleia Legislativa deve ser alvo de novas operações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Documentos entregues pelo contador Hilton Carlos da Costa comprovariam a participação de outros deputados estaduais no esquema envolvendo a verba de suprimento. Em depoimento prestado junto à 7ª Vara Criminal de Cuiabá nesta quarta-feira (24) o contador garantiu que emitiu mais de 600 notas frias para a Assembleia Legislativa. A maioria, entretanto, foi feita a pedido do ex-deputado estadual José Riva para justificar gastos com a verba de suprimento. No entanto, Hilton também afirma que emitiu notas para outros parlamentares. Ele evitou citar nomes, uma vez que o Ministério Público vem conduzindo uma investigação paralela a respeito, a qual está sendo conduzida pelo promotor Roberto Turin. A suposta fraude na utilização do benefício por parte de outros deputados foi identificada por meio do depoimento que Hilton junto ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) durante a primeira fase da operação Metástase. Além disso, documentos apreendidos comprovariam o envolvimento de outros parlamentares. Todo o material foi encaminhado ao Patrimônio Público para verificação. Conforme o Gaeco, cerca de R$ 2,7 milhões foram desviados dos cofres do Legislativo por meio de fraude no pagamento da verba de suplemento nos anos de 2011 a 2014. O esquema foi instalado no âmbito da presidência da Casa de Leis. Neste período, o Parlamento era comandado pelo então deputado estadual José Riva (PSD). Ele foi identificado por meio dos documentos apreendidos pela Justiça Federal no gabinete da presidência da Casa de Leis durante a deflagração de uma das fases da operação Ararath. O fato resultou na prisão de 22 pessoas, sendo dois empresários e 20 servidores do Parlamento durante a “Era Riva”. Todos tiveram a prisão temporária decretada pela juíza Selma Rosane de Arruda, responsável pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Elas foram liberadas após prestar depoimento junto ao Gaeco. Por meio de tal medida, o Gaeco pôde identificar os líderes do esquema criminoso e deflagrou a segunda fase da operação denominada Célula Mãe. Trata-se do ex-deputado Riva e dos ex-servidores Maria Helena Caramelo e Geraldo Lauro, que chegaram a ser presos durante a primeira fase. Vale ressaltar que a operação Metástase, em suas duas fases, diz respeito apenas ao esquema instalado na presidência da Casa de Leis. (KA)

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